Entenda o que é o câncer no fígado e como ele é diagnosticado e tratado

O câncer no fígado é uma das principais causas de morte por câncer no mundo. O fígado possui papel central no metabolismo hepático, na produção de proteínas plasmáticas e na eliminação de toxinas.

Por Redação Sara
01/04/2026 Atualizado há cerca de 2 horas
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Imagem de homem com câncer no fígado.

Quando há crescimento desordenado de células, ocorre comprometimento progressivo da função hepática, o que pode levar a complicações sistêmicas. 

Em muitos casos, o desenvolvimento do carcinoma hepatocelular está associado à cirrose decorrente de hepatite viral B ou C, consumo excessivo de álcool ou doença hepática gordurosa metabólica.

Um dos desafios do câncer no fígado é que os sintomas iniciais podem ser discretos. Alterações como perda de peso involuntária, desconforto abdominal ou AFP elevada em exames laboratoriais podem preceder manifestações mais evidentes. 

O que é câncer no fígado?

O câncer no fígado é uma doença caracterizada pelo crescimento descontrolado de células malignas no tecido hepático. 

Ele se desenvolve quando alterações genéticas fazem com que células do fígado percam os mecanismos normais de controle da divisão celular, formando um tumor no fígado capaz de invadir estruturas vizinhas ou se espalhar para outras partes do corpo.

Tipos de câncer hepático

O principal tipo é o carcinoma hepatocelular, geralmente associado à doença hepática crônica, como cirrose ou hepatite viral. Há também o colangiocarcinoma intra-hepático, que afeta os ductos biliares dentro do fígado.

A presença de AFP elevada, marcador tumoral conhecido como alfafetoproteína, pode auxiliar na suspeita diagnóstica, embora não seja exclusiva da doença.

Segundo dados publicados no National Library of Medicine, pacientes com hepatite B ou C crônica apresentam risco significativamente maior de desenvolver câncer hepático ao longo da vida.

O que causa o câncer no fígado e quais são seus sintomas

O desenvolvimento do câncer no fígado está fortemente associado à inflamação crônica do tecido hepático. A principal condição de risco é a cirrose, independentemente da causa. 

Outros fatores incluem exposição prolongada a aflatoxinas, histórico familiar e doenças metabólicas hereditárias. O processo costuma ocorrer ao longo de anos, com lesão celular contínua e regeneração repetida do fígado, o que favorece mutações.

Os sintomas de câncer no fígado variam conforme o estágio. Em fases iniciais, podem ser discretos. À medida que o tumor cresce, podem surgir dor abdominal do lado direito, perda de peso involuntária, fadiga, náuseas e aumento do volume abdominal. A icterícia pode indicar função hepática comprometida.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do câncer no fígado envolve exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética. A dosagem de marcadores tumorais, especialmente a alfafetoproteína, pode indicar AFP elevada, mas não é suficiente isoladamente.

Em alguns casos, a confirmação é feita por biópsia. A avaliação considera o tamanho do tumor, presença de metástase hepática e o estado geral do fígado.

Quais são os primeiros sinais de câncer no fígado?

Os primeiros sinais do câncer hepático costumam ser inespecíficos. Perda de apetite, sensação de plenitude abdominal, desconforto na parte superior direita do abdômen e emagrecimento sem causa aparente podem preceder manifestações mais graves. Em pacientes de risco, exames de imagem e dosagem de AFP elevada podem levantar suspeitas antes mesmo de sintomas evidentes.

O que leva uma pessoa a ter câncer de fígado?

O principal fator é a presença de doença hepática crônica, especialmente cirrose decorrente de hepatite viral ou álcool. A inflamação persistente promove alterações celulares progressivas que podem culminar no carcinoma hepatocelular. Pessoas com histórico de infecção crônica pelo vírus da hepatite B ou C apresentam risco significativamente maior, conforme dados do NIH e da OMS.

Quais as chances de sobreviver a um câncer de fígado?

As chances de sobrevivência dependem do estágio do câncer no fígado no momento do diagnóstico, do tamanho do tumor e da condição da função hepática. Segundo dados globais da OMS, a taxa de sobrevida em cinco anos é maior quando o tumor é identificado em estágio inicial e tratado com cirurgia ou transplante hepático. Em estágios avançados, o prognóstico é mais reservado.

O acompanhamento regular de pacientes com doença hepática crônica é fundamental para aumentar as chances de diagnóstico precoce.

Quando o câncer no fígado está avançado?

O câncer no fígado é considerado avançado quando há invasão vascular, disseminação para outros órgãos ou comprometimento significativo da função hepática. Nessa fase, podem ocorrer ascite, icterícia intensa, perda de peso acentuada e fraqueza importante.

O tratamento tende a ser sistêmico, com medicamentos como sorafenibe ou outras terapias-alvo aprovadas pela Anvisa. Informações detalhadas sobre posologia e efeitos podem ser consultadas nas bulas digitais, que reúnem dados oficiais atualizados.