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Para que serve a Dexametasona: como atuam no metabolismo e na redução de inflamações

Dexametasona é um medicamento que pertence à classe dos corticosteroides, substâncias que possuem propriedades anti-inflamatórias, antirreumáticas e que auxiliam no equilíbrio dos sais minerais no corpo. Dada a sua ampla ação, o medicamento serve para tratar diferentes condições de saúde.

Por Redação Sara
12/01/2026 Atualizado há 9 dias
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Para que serve a Dexametasona: como atuam no metabolismo e na redução de inflamações

A dexametasona é um daqueles medicamentos mais prescritos, mas pouco compreendidos por quem usa. Saber exatamente quais são as dexametasona indicações faz toda a diferença para evitar riscos, entender seus efeitos e usar o remédio da forma correta.

Entre os usos mais conhecidos está a dexametasona para alergia, indicada principalmente quando a reação do organismo é intensa. Ao longo deste artigo, você vai entender para que serve a dexametasona, quando ela realmente é necessária e quais cuidados não podem ser ignorados durante o uso.

O que é a dexametasona?

A dexametasona é um corticoide, grupo no qual as substâncias que possuem propriedades anti-inflamatórias, anti reumáticas e que auxiliam no equilíbrio dos sais minerais no corpo.

Ela atua reduzindo a inflamação e modulando a resposta do sistema imunológico, sendo usada quando o organismo reage de forma exagerada a doenças ou lesões.

Por ser uma medicação potente, seu uso deve ser feito apenas com orientação médica, respeitando dose e tempo de tratamento, já que o uso inadequado pode causar efeitos colaterais importantes, como aumento da glicose, retenção de líquidos e alteração da imunidade.

Para que serve a dexametasona?

O medicamento é indicado para controlar processos inflamatórios intensos e respostas exageradas do sistema imunológico. 

Em vez de agir diretamente sobre a causa da doença (como vírus ou bactérias), sua atuação ocorre por meio da modulação da reação do próprio organismo, evitando que a inflamação ou a resposta imune cause danos maiores aos tecidos.

No caso de alergias, doenças autoimunes e inflamações crônicas, as células de defesa passam a atacar estruturas saudáveis ou produzem mediadores inflamatórios em excesso. O remédio reduz essa ativação, aliviando sintomas e prevenindo complicações.

Na prática, ela é utilizada para:

  • Doenças alérgicas e respiratórias, como rinite, asma e reações alérgicas a remédios;
  • Doenças reumatológicas e musculoesqueléticas, incluindo artrite reumatoide, artrose, espondilite anquilosante e epicondilite;
  • Doenças dermatológicas, como dermatites, eritemas e psoríase;
  • Inflamações oculares, a exemplo de conjuntivite, ceratite e uveíte;
  • Doenças autoimunes e inflamatórias sistêmicas, como lúpus, colite ulcerativa e doença de Crohn;
  • Infecções graves, como pneumonias, meningite e tuberculose, sempre como parte de um tratamento combinado;
  • Condições neurológicas, como edema cerebral;
  • Distúrbios hormonais, como insuficiência adrenocortical;
  • Alguns tipos de câncer, como linfomas, para controle de inflamação e sintomas associados.

A dexametasona para tosse também merece destaque. Mas apenas quando a tosse está relacionada a inflamação intensa das vias respiratórias, como nas crises de asma, laringite, broncoespasmo associado a processos inflamatórios e algumas situações hospitalares, como inflamação pulmonar grave.

Há indicação de uso em casos de garganta inflamada quando há inflamação intensa ou inchaço importante. Ela atua reduzindo o edema da mucosa, aliviando a dor ao engolir, a rouquidão e a sensação de aperto na garganta, além de facilitar a respiração em quadros mais graves. 

Diferentes formas de apresentação

O fármaco está disponível em diferentes formas de apresentação, o que permite adaptar a escolha do tratamento ao tipo e à gravidade da condição.

Além dos comprimidos, existe o elixir de dexametasona, colírio e injetável. Tais opções são usadas quando é necessário um efeito sistêmico. 

O medicamento também pode ser encontrado na forma de acetato de dexametasona, pomada ou creme. Essa versão é usada principalmente para tratar problemas de pele, como dermatites, eczema e psoríase. 

A grande diferença está na forma de aplicação: enquanto os comprimidos de dexametasona são administrados por via oral, a pomada é aplicada diretamente na pele na área a ser tratada, agindo de forma localizada e rápida.

Quais são os riscos do uso deste medicamento?

Os riscos do uso desse corticoide, principalmente em doses médias ou altas, acontecem porque o remédio faz o corpo reter líquidos e alterar o equilíbrio dos sais minerais. 

Isso pode causar inchaço, aumento da pressão, sobrecarregar o coração e provocar fraqueza, cansaço ou câimbras pela perda de potássio. Por isso, o uso sem orientação médica pode trazer mais prejuízos do que benefícios.

Qual o efeito da dexametasona na veia?

Quando o medicamento é administrado na veia, ele produz um efeito rápido e sistêmico, agindo em todo o organismo quase de forma instantânea. 

Há uma ação anti-inflamatória intensa e rápida, ajudando no controle de reações exageradas do sistema imunológico, comuns em doenças autoimunes e inflamatórias sistêmicas, além de oferecer boa resposta a reações alérgicas graves. 

Devido à ação forte e imediata, o uso intravenoso pode causar efeitos adversos como aumento da glicose, elevação da pressão arterial, alterações cardíacas, imunossupressão e reações locais na veia. Por isso, a administração intravenosa só deve ser feita por profissionais de saúde, com monitoramento adequado.

Como usar a dexametasona corretamente?

A dexametasona deve ser usada conforme orientação médica, pois ela varia de acordo com a doença, a gravidade do quadro, a idade do paciente e outros aspectos.

Seguir as orientações ajuda na obtenção do benefício esperado e reduz riscos:

  • Comprimidos ou solução oral: devem ser tomados nos horários indicados, geralmente após as refeições, para reduzir a irritação no estômago.
  • Pomadas e cremes: aplicar apenas uma camada fina sobre a área afetada, pelo tempo recomendado, evitando uso prolongado.
  • Colírios ou soluções oftálmicas: usar somente com prescrição, respeitando a frequência e a duração do tratamento.
  • Injetável (intravenosa ou intramuscular): uso restrito a profissionais de saúde, geralmente em ambiente hospitalar.

É importante seguir rigorosamente a dose e o tempo de tratamento. Portanto, nunca aumente a dose por conta própria, mesmo que os sintomas persistam. Além disso, não prolongue o uso para além do período prescrito, principalmente em tratamentos contínuos.

Aliás, quando a medicação é usada por vários dias ou semanas, a suspensão repentina pode levar à queda brusca do cortisol, que se manifesta por meio de sintomas como fraqueza, tontura, náusea e mal-estar. 

A dexametasona ajuda a aliviar a dor muscular?

Sim, a dexametasona pode ajudar a aliviar a dor muscular, mas isso depende da causa da dor. 

Por ser um corticoide com forte ação anti-inflamatória, seu uso é indicado quando o desconforto está relacionado a processos inflamatórios, como em inflamações musculares (miosites), lesões com inflamação importante, crises de doenças reumatológicas e compressões nervosas associadas a inflamação.

Nessas situações, ao diminuir a inflamação local, o medicamento reduz o inchaço e a dor.

Possíveis efeitos colaterais da dexametasona

É importante ressaltar que os efeitos colaterais podem variar de pessoa para pessoa e nem todos irão experimentá-los. Em caso de qualquer efeito colateral, é importante buscar orientação médica imediatamente.

Fique atento, caso algum deles surja: 

  • Insônia;
  • Ganho de peso;
  • Acne;
  • Alterações do humor;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Retenção de líquidos;
  • Diminuição da resposta imunológica;
  • Insuficiência cardíaca em pacientes suscetíveis;
  • Fraqueza muscular;
  • Osteoporose e risco aumentado de fraturas;
  • Úlcera péptica com risco de perfuração ou hemorragia;
  • Pancreatite;
  • Distensão abdominal e esofagite;
  • Retardamento da cicatrização de feridas;
  • Cefaleia (dor de cabeça), vertigem;
  • Hiperglicemia (aumento da glicose);
  • Aumento da pressão intraocular (glaucoma).

Contraindicações da dexametasona e cuidados com o uso

O uso do fármaco é contraindicado nos seguintes casos:

  • Infecções fúngicas sistêmicas não tratadas;
  • Hipersensibilidade (alergia) à dexametasona ou a qualquer componente da fórmula;
  • Uso de vacinas de vírus vivos em pacientes que estejam em tratamento com doses imunossupressoras de corticosteróides.

Mesmo quando não há contraindicação absoluta, alguns cuidados são importantes:

  • Infecções em geral: a medicação pode mascarar sinais de infecção e dificultar o diagnóstico precoce, além de reduzir a capacidade do organismo de combatê-las.
  • Diabetes: pode elevar os níveis de glicose no sangue, exigindo ajuste de medicação e monitoramento mais frequente.
  • Hipertensão e doenças cardíacas: pode causar retenção de líquidos e aumento da pressão arterial.
  • Osteoporose: o uso prolongado aumenta o risco de perda óssea e fraturas.
  • Doenças gastrointestinais: deve ser usada com cautela em pacientes com histórico de úlcera, gastrite ou sangramento digestivo.
  • Distúrbios psiquiátricos: pode agravar quadros de ansiedade, depressão ou causar alterações de humor.
  • Gravidez e amamentação: o uso deve ser cuidadosamente avaliado, considerando riscos e benefícios.

Receita e indicações médicas no uso de medicamentos

A dexametasona precisa de receita para ser comprada. Por se tratar de um medicamento potente, que tem potencial de causar efeitos colaterais significativos, especialmente se usado por tempo prolongado ou em doses inadequadas, ele pode mascarar sintomas de doenças e reduzir a imunidade.

Além disso, o uso consciente ajuda a evitar que um tratamento pontual se transforme em um problema de longo prazo. Quando bem indicado, esse corticoide cumpre seu papel terapêutico; quando usado sem critério, pode gerar consequências desnecessárias para a saúde.

Por essa razão, antes de qualquer coisa, é importante saber para que serve dexametasona você siga as recomendações médicas e não se automedicar. Para ter mais informações sobre o fármaco, leia a bula digital. 

Ao seguir estas orientações, você garante um uso seguro e eficaz da medicação. E não deixe de acompanhar nosso portal de notícias, sempre trazemos novidades.

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