Metronidazol é antibiótico?

Sim, o metronidazol é considerado um antibiótico. Ele é usado para tratar infecções causadas por bactérias anaeróbias e alguns protozoários, mas não é eficaz contra vírus ou fungos.

Por Redação Sara
28/04/2026 Atualizado há 24 dias
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Imagem de mulher com dor abdominal por infecção bacteriana, indicando uso de Metronizazol.

Presente em tratamentos ginecológicos, intestinais e até odontológicos, o Metronidazol age contra microrganismos específicos que não respondem a antibióticos comuns. 

Por ser um dos medicamentos mais prescritos no país, muita gente o usa sem saber exatamente o que ele trata, ou o que ele não trata. Confira neste artigo como funciona, para que serve Metronidazol, quando usar e quais cuidados tomar. 

É antibiótico ou não? Entenda a classificação correta

Sim, o Metronidazol é um antibiótico, mas não apenas isso. Ele pertence ao grupo dos nitroimidazóis e tem ação antibacteriana e antiparasitária ao mesmo tempo. 

Segundo o Manual MSD, ele é classificado como antibiótico bactericida com ação específica contra microrganismos anaeróbios obrigatórios.

Isso significa que ele não age contra qualquer bactéria: só funciona em organismos que sobrevivem sem oxigênio. Por isso, não é um antibiótico de "amplo espectro", é seletivo e preciso. A Organização Mundial da Saúde (OMS) o inclui na lista de medicamentos essenciais, o que reforça sua relevância clínica.

Para que serve Metronidazol na prática clínica

O medicamento é indicado para o tratamento antimicrobiano de infecções causadas por bactérias anaeróbias e protozoários sensíveis. As principais condições tratadas são:

  • Tricomoníase: infecção sexualmente transmissível causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis.
  • Vaginose bacteriana: desequilíbrio da flora vaginal por bactérias como Gardnerella vaginalis.
  • Giardíase: infecção intestinal causada pelo Giardia lamblia.
  • Amebíase intestinal e hepática.
  • Infecções intra-abdominais e perioperatórias por anaeróbios.

Em gel ou creme, o medicamento também é usado para rosácea, condição inflamatória da pele, e para algumas infecções vaginais localizadas. 

É comum que veterinários prescrevam o medicamento para cães e gatos no tratamento de giardíase, além de outras doenças infecciosas e gastrointestinais .

Como o Metronidazol age contra bactérias e protozoários

O medicamento entra no organismo em forma inativa e só se torna ativo dentro das células dos microrganismos-alvo. 

Ao penetrar em bactérias anaeróbias ou protozoários, ele passa por uma redução química que gera compostos tóxicos. Esses compostos danificam o DNA do patógeno e impedem sua reprodução.

Por que o Metronidazol não trata candidíase

Esta é uma confusão muito comum. Metronidazol para candidíase não forma um par terapêutico: o medicamento não tem ação antifúngica. A infecção é causada por fungos do gênero Candida e o remédio simplesmente não age contra fungos.

Metronidazol é antifúngico? Não. Para candidíase, são usados antifúngicos específicos, como fluconazol ou nistatina. Usar o antibiótico para condição é ineficaz e pode, inclusive, agravar o quadro ao alterar ainda mais a flora vaginal.

Outro ponto: o medicamento não "limpa o útero". Ele trata infecções causadas por microrganismos sensíveis, o que pode incluir infecções vaginais, mas não tem ação direta sobre o útero como órgão.

Antibióticos, antifúngicos e antiparasitários: não são a mesma coisa

A confusão entre essas categorias é frequente. Em resumo:

  • Antibióticos combatem bactérias.
  • Antifúngicos combatem fungos.
  • Antiparasitários combatem protozoários e outros parasitas.

O Metronidazol age como antibacteriano e antiparasitário ao mesmo tempo, mas não tem função antifúngica. Ou seja, ele não substitui antifúngicos e não deve ser usado para infecções por fungos.

Metronidazol: como tomar com segurança

Isso vai depender da infecção a ser tratada. As doses variam de 250 mg a 2 g por dia, o tempo de tratamento vai de dose única a 10 dias, conforme prescrição médica. A bula  Metronidazol detalha cada indicação.

Regras básicas de segurança:

  • Não combine com álcool: a reação pode causar náuseas intensas, taquicardia e tontura.
  • Não use com dissulfiram: risco de reações neurológicas graves.
  • Tome com alimentos para reduzir desconforto gástrico.

Metronidazol: efeitos colaterais mais comuns

O fármaco pode causar efeitos secundários. No entanto, nem todos os pacientes experimentarão esses efeitos e eles podem variar do leve ao grave. Além disso, a maioria tende a melhorar conforme o corpo se ajusta à fórmula.

Náusea e vômito

Esses sintomas são relatados com frequência por pacientes que estão em tratamento. Geralmente, a náusea e os vômitos são leves e desaparecem com o tempo.

Dor de cabeça

A dor de cabeça é outro efeito secundário bastante comum. Geralmente, elas são leves e diminuem com o tempo.

Tontura

Algumas pessoas podem sentir tonturas. Elas podem ser um sinal de que a pressão arterial caiu, logo, é aconselhável procurar atendimento médico imediatamente.

Quando o uso exige avaliação médica

O Metronidazol precisa de receita médica no Brasil. Não deve ser comprado ou usado por conta própria. Alguns grupos exigem atenção especial:

  • Gravidez: o uso no primeiro trimestre deve ser evitado. As diretrizes de 2021 do CDC indicam que uma dose única pode ser usada em outros períodos gestacionais para tratar tricomoníase, mas sempre com avaliação médica
  • Bebês e crianças pequenas: a dose deve ser calculada por peso e prescrita por pediatra.
  • Doenças hepáticas graves: o metabolismo do medicamento é hepático e pode ser comprometido.
  • A bula digital é o seu guia de segurança

Como dito, o Metronidazol faz parte da lista de antimicrobianos de venda sob prescrição. Isso significa que você precisará de uma receita médica se pretende comprá-lo. 

É muito importante conversar com o seu médico antes de iniciar o tratamento. Agora que você já sabe para que serve Metronidazol, acesse as bulas digitais de Sara e confira mais informações sobre o medicamento.