A faringoamigdalite é uma infecção comum, mas que pode ser séria, especialmente quando de origem bacteriana. Reconhecer sintomas, entender o contágio e buscar diagnóstico médico adequado são necessários para evitar complicações, reduzir a transmissão e garantir um tratamento seguro, eficaz e baseado em evidências científicas.

A dor começa discreta, mas em poucas horas engolir saliva já incomoda, a febre sobe e o mal-estar se instala. Em muitos casos, não é apenas uma irritação passageira, e sim uma dor de garganta estreptocócica, forma clássica de amigdalite bacteriana que exige atenção.
Entender esse quadro é o primeiro passo para evitar complicações e garantir um tratamento adequado. Confira a seguir quais os principais sintomas da faringoamigdalite estreptocócica, as formas de contágio, como o diagnóstico é realizado e o tratamento.
A faringoamigdalite estreptocócica, também chamada de faringite estreptocócica é uma infecção bacteriana aguda da faringe e amígdalas, causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, conhecida também por estreptococo do grupo A.
Este estreptococo invade a mucosa da garganta e amígdalas, fazendo com que haja uma resposta inflamatória intensa.
Ela é uma das causas mais comuns da garganta inflamada de origem bacteriana, especialmente em crianças e adolescentes, embora também possa acometer adultos.
Os sintomas mais comuns incluem:
Em crianças também é comum aparecer dor abdominal, náuseas e vômitos, além da recusa alimentar. Quando a causa é bacteriana costuma haver febre alta, dor intensa e ausência de tosse, um dado clínico relevante.
A avaliação médica deve ser imediata se houver:
É importante estar atento caso os sintomas durem mais de 3 a 5 dias sem melhora. Além disso, se os grupos que apresentarem os sintomas forem crianças pequenas, idosos ou pessoas imunossuprimidas com dor de garganta e febre, o médico deve ser procurado de imediato.
A faringoamigdalite é uma condição altamente contagiosa. Entender como acontece o contágio e quais medidas ajudam na prevenção ajuda a reduzir a transmissão e evitar surtos, principalmente em ambientes fechados.
O contágio costuma acontecer por meio de gotículas respiratórias, eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. O contato direto com secreções da boca e do nariz e os objetos e superfícies contaminadas, como copos, talheres, escovas de dente e brinquedos também são fontes de transmissão.
Aliás, é comum que isso aconteça em escolas e creches, ambientes domiciliares e locais com aglomeração e pouca ventilação.
Vale destacar que as pessoas infectadas podem transmitir a bactéria desde o início dos sintomas e, sem tratamento antibiótico, continuam contagiosas por vários dias. Após o início correto da medicação, a transmissibilidade costuma cair de forma significativa em cerca de 24 horas.
Para prevenir a faringoamigdalite:
Em casos confirmados é recomendado o afastamento temporário da escola ou trabalho até pelo menos 24 horas após iniciar o medicamento. O tratamento prescrito deve ser completado, mesmo que os sintomas melhorem antes.
O diagnóstico começa pela avaliação clínica. Para auxiliar essa avaliação, médicos utilizam critérios clínicos, como os critérios de Centor (ou Centor modificados), que estimam a probabilidade de infecção estreptocócica.
Quando há suspeita de origem bacteriana, especialmente estreptocócica, podem ser solicitados:
Esses exames ajudam a diferenciar faringoamigdalite bacteriana da viral, evitando o uso desnecessário de antibióticos.
Esse caso não requer antibióticos, sendo que o tratamento é sintomático com analgésicos e antitérmicos, hidratação adequada, repouso e medidas de alívio local, como gargarejos. Os sintomas costumam melhorar em poucos dias.
No caso do tipo bacteriano é necessária a antibioticoterapia (com penicilina ou amoxicilina). O tratamento adequado reduz a duração e a intensidade dos sintomas, diminui a transmissão após cerca de 24 horas e previne complicações, como febre reumática e glomerulonefrite.
É essencial completar todo o tempo de uso do remédio, mesmo com melhora clínica precoce. Além disso, é recomendado fazer a ingestão de líquidos, evitar esforço vocal e alimentação mais pastosa durante a fase aguda.
Sinais de gravidade, como dificuldade para respirar, engolir saliva, febre persistente ou piora rápida dos sintomas, exigem reavaliação médica imediata.
A faringoamigdalite bacteriana pode evoluir de forma silenciosa. Mesmo quando os sintomas iniciais melhoram, a infecção pode desencadear respostas inflamatórias e imunológicas anormais se não for tratada com antibióticos adequados.
Ocorrem pela progressão da infecção na região da garganta:
São as mais preocupantes e estão diretamente associadas à infecção estreptocócica não tratada:
Essas complicações são raras quando o tratamento antibiótico é iniciado no tempo certo.
Além do risco individual, a doença não tratada mantém a pessoa contagiosa por mais tempo, o que facilita a disseminação da bactéria e contribui para quadros recorrentes e surtos.
A faringoamigdalite estreptocócica não deve ser subestimada. Trata-se de uma condição contagiosa, capaz de se espalhar rapidamente e gerar complicações graves se não for tratada adequadamente.
Buscar avaliação médica, seguir o tratamento indicado e adotar medidas de prevenção não protege apenas quem está doente, mas também reduz a transmissão e evita consequências que podem impactar a saúde a longo prazo.
Vale lembrar que em casos nos quais é indicado o tratamento com medicamentos é importante olhar com cuidado as indicações. Para obter informações atualizadas e de qualidade sobre remédio, acesse a nossa página de bulas digitais.