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Faringoamigdalite estreptocócica: como identificar os sinais e a importância do diagnóstico

A faringoamigdalite é uma infecção comum, mas que pode ser séria, especialmente quando de origem bacteriana. Reconhecer sintomas, entender o contágio e buscar diagnóstico médico adequado são necessários para evitar complicações, reduzir a transmissão e garantir um tratamento seguro, eficaz e baseado em evidências científicas.

Por Redação Sara
20/01/2026 Atualizado há cerca de 3 horas
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Faringoamigdalite estreptocócica: como identificar os sinais e a importância do diagnóstico

A dor começa discreta, mas em poucas horas engolir saliva já incomoda, a febre sobe e o mal-estar se instala. Em muitos casos, não é apenas uma irritação passageira, e sim uma dor de garganta estreptocócica, forma clássica de amigdalite bacteriana que exige atenção. 

Entender esse quadro é o primeiro passo para evitar complicações e garantir um tratamento adequado. Confira a seguir quais os principais sintomas da faringoamigdalite estreptocócica, as formas de contágio, como o diagnóstico é realizado e o tratamento. 

O que é faringoamigdalite estreptocócica?

A faringoamigdalite estreptocócica, também chamada de faringite estreptocócica é uma infecção bacteriana aguda da faringe e amígdalas, causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, conhecida também por estreptococo do grupo A.

Este estreptococo invade a mucosa da garganta e amígdalas, fazendo com que haja uma resposta inflamatória intensa. 

Ela é uma das causas mais comuns da garganta inflamada de origem bacteriana, especialmente em crianças e adolescentes, embora também possa acometer adultos.

Principais sintomas de faringoamigdalite e sinais de alerta

Os sintomas mais comuns incluem:

  • Dor de garganta persistente ou de início súbito.
  • Dificuldade ou dor ao engolir.
  • Febre, geralmente acima de 38 °C.
  • Amígdalas aumentadas e avermelhadas, podendo apresentar placas esbranquiçadas (exsudato).
  • Mal-estar geral, dor de cabeça e cansaço.
  • Ínguas dolorosas no pescoço (linfonodos cervicais aumentados).

Em crianças também é comum aparecer dor abdominal, náuseas e vômitos, além da recusa alimentar. Quando a causa é bacteriana costuma haver febre alta, dor intensa e ausência de tosse, um dado clínico relevante.

Sinais de alerta: quando procurar ajuda médica

A avaliação médica deve ser imediata se houver:

  • Febre alta persistente ou que não melhorar com antitérmicos;
  • Dor de garganta intensa que dificulta engolir saliva ou respirar;
  • Placas de pus na garganta associadas a febre;
  • Inchaço importante no pescoço ou assimetria da garganta;
  • Rouquidão persistente, voz abafada ou dificuldade para abrir a boca.

É importante estar atento caso os sintomas durem mais de 3 a 5 dias sem melhora. Além disso, se os grupos que apresentarem os sintomas forem crianças pequenas, idosos ou pessoas imunossuprimidas com dor de garganta e febre, o médico deve ser procurado de imediato. 

Contágio: principais formas de transmissão

A faringoamigdalite é uma condição altamente contagiosa. Entender como acontece o contágio e quais medidas ajudam na prevenção ajuda a reduzir a transmissão e evitar surtos, principalmente em ambientes fechados.

O contágio costuma acontecer por meio de gotículas respiratórias, eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. O contato direto com secreções da boca e do nariz e os objetos e superfícies contaminadas, como copos, talheres, escovas de dente e brinquedos também são fontes de transmissão.

Aliás, é comum que isso aconteça em escolas e creches, ambientes domiciliares e locais com aglomeração e pouca ventilação. 

Vale destacar que as pessoas infectadas podem transmitir a bactéria desde o início dos sintomas e, sem tratamento antibiótico, continuam contagiosas por vários dias. Após o início correto da medicação, a transmissibilidade costuma cair de forma significativa em cerca de 24 horas.

Como prevenir a infecção bacteriana?

Para prevenir a faringoamigdalite:

  • Lave as mãos com frequência, especialmente após tossir ou espirrar.
  • Evite compartilhar objetos pessoais, como copos, talheres e toalhas.
  • Cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar.
  • Mantenha ambientes ventilados.
  • Higienize brinquedos e superfícies de uso coletivo.
  • Troque a escova de dentes após 24–48 horas do início do tratamento antibiótico (quando indicado)

Em casos confirmados é recomendado o afastamento temporário da escola ou trabalho até pelo menos 24 horas após iniciar o medicamento. O tratamento prescrito deve ser completado, mesmo que os sintomas melhorem antes.

Diagnóstico e tratamento para faringoamigdalite estreptocócica

O diagnóstico começa pela avaliação clínica. Para auxiliar essa avaliação, médicos utilizam critérios clínicos, como os critérios de Centor (ou Centor modificados), que estimam a probabilidade de infecção estreptocócica.

Quando há suspeita de origem bacteriana, especialmente estreptocócica, podem ser solicitados:

  • Teste rápido para estreptococos do grupo A: fornece resultado em minutos e tem boa especificidade.
  • Cultura da secreção da garganta: considerada o padrão-ouro, com maior sensibilidade, porém resultado mais demorado.

Esses exames ajudam a diferenciar faringoamigdalite bacteriana da viral, evitando o uso desnecessário de antibióticos.

Faringoamigdalite viral

Esse caso não requer antibióticos, sendo que o tratamento é sintomático com analgésicos e antitérmicos, hidratação adequada, repouso e medidas de alívio local, como gargarejos. Os sintomas costumam melhorar em poucos dias.

Faringoamigdalite bacteriana (estreptocócica)

No caso do tipo bacteriano é necessária a antibioticoterapia (com penicilina ou amoxicilina). O tratamento adequado reduz a duração e a intensidade dos sintomas, diminui a transmissão após cerca de 24 horas e previne complicações, como febre reumática e glomerulonefrite.

É essencial completar todo o tempo de uso do remédio, mesmo com melhora clínica precoce. Além disso, é recomendado fazer a ingestão de líquidos, evitar esforço vocal e alimentação mais pastosa durante a fase aguda.

Sinais de gravidade, como dificuldade para respirar, engolir saliva, febre persistente ou piora rápida dos sintomas, exigem reavaliação médica imediata.

Riscos e complicações: por que tratar é essencial?

A faringoamigdalite bacteriana pode evoluir de forma silenciosa. Mesmo quando os sintomas iniciais melhoram, a infecção pode desencadear respostas inflamatórias e imunológicas anormais se não for tratada com antibióticos adequados.

Complicações locais

Ocorrem pela progressão da infecção na região da garganta:

  • Abscesso periamigdaliano: acúmulo de pus ao redor da amígdala, causando dor intensa, dificuldade para abrir a boca, voz abafada e assimetria da garganta.
  • Otite média e sinusite.
  • Dificuldade para engolir e respirar em casos mais graves.

Complicações sistêmicas (imunomediadas)

São as mais preocupantes e estão diretamente associadas à infecção estreptocócica não tratada:

  • Febre reumática: pode surgir semanas após a infecção e levar a lesões permanentes nas válvulas do coração, além de acometer articulações, pele e sistema nervoso.
  • Glomerulonefrite pós-estreptocócica: inflamação dos rins, podendo causar inchaço, pressão alta e alterações na urina.
  • Escarlatina, quando associada a toxinas produzidas pela bactéria.

Essas complicações são raras quando o tratamento antibiótico é iniciado no tempo certo. 

Além do risco individual, a doença não tratada mantém a pessoa contagiosa por mais tempo, o que facilita a disseminação da bactéria e contribui para quadros recorrentes e surtos.

Conclusão

A faringoamigdalite estreptocócica não deve ser subestimada. Trata-se de uma condição contagiosa, capaz de se espalhar rapidamente e gerar complicações graves se não for tratada adequadamente. 

Buscar avaliação médica, seguir o tratamento indicado e adotar medidas de prevenção não protege apenas quem está doente, mas também reduz a transmissão e evita consequências que podem impactar a saúde a longo prazo.

Vale lembrar que em casos nos quais é indicado o tratamento com medicamentos é importante olhar com cuidado as indicações. Para obter informações atualizadas e de qualidade sobre remédio, acesse a nossa página de bulas digitais.

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