O hipertireoidismo é uma condição de desequilíbrio hormonal que pode impactar diversas funções do organismo de forma silenciosa e progressiva.
Reconhecer os sinais e buscar acompanhamento faz toda a diferença para quem enfrenta essa comorbidade. Afinal, apesar de comum, o hipertireoidismo ainda pode passar despercebido por muito tempo, pois seus sintomas variam e se confundem com outras condições.
Quando não tratado, pode afetar o metabolismo, o sistema cardiovascular, a saúde emocional e o bem-estar geral. Conhecer os sintomas, causas e possibilidades de tratamento ajuda a promover um cuidado mais consciente e seguro.
O hipertireoidismo é um distúrbio endócrino em que a glândula tireoide produz hormônios em excesso.
A tireoide é uma glândula situada na parte frontal do pescoço, responsável por produzir hormônios que controlam o metabolismo, os batimentos cardíacos, a temperatura do corpo e diversas outras funções essenciais.
Quando ocorre o excesso de produção hormonal, o corpo entra em um estado de "aceleração". Essa condição também pode ser chamada de tireoide acelerada.
Os sintomas nem sempre aparecem de forma clara, mas quando presentes, costumam afetar o funcionamento físico e emocional da pessoa. Apenas um médico será capaz de traçar o melhor caminho para investigar as causas e definir o tratamento mais adequado para cada caso.
Existem muitos sintomas que podem indicar hipertireoidismo. Confira os 17 principais:
Esses sintomas de hipertireoidismo podem variar em intensidade e nem sempre estão todos presentes ao mesmo tempo. A presença de mais de um sintoma pode indicar um desequilíbrio hormonal, exigindo avaliação médica.
Cada organismo reage de forma única, por isso, o acompanhamento profissional é essencial.
Os primeiros sinais de hipertireoidismo costumam surgir de forma discreta. Entre os mais comuns estão a perda de peso sem motivo aparente, a sensação constante de calor, alterações no ritmo cardíaco e dificuldades para dormir.
Com o passar do tempo, esses sintomas podem se intensificar. Algumas pessoas relatam aumento da ansiedade, tremores e alterações no funcionamento intestinal.
Em fases iniciais, é comum que esses sinais sejam atribuídos ao estresse ou a outras condições. Sendo assim, a observação atenta e a escuta ao próprio corpo fazem toda a diferença.
Pessoas com hipertireoidismo podem relatar uma sensação constante de agitação, mesmo em repouso. O excesso de hormônios circulando no organismo afeta diretamente o sistema nervoso, o metabolismo e o sistema cardiovascular.
Essa "aceleração" pode gerar um cansaço persistente, dificuldade de concentração, insônia e alterações no apetite. Além disso, é comum que a pessoa se sinta emocionalmente instável, com picos de ansiedade, nervosismo ou irritabilidade.
Essas manifestações variam de pessoa para pessoa, sendo importante que sintomas persistentes ou que gerem impacto no bem-estar sejam avaliados por um profissional.
A crise de hipertireoidismo, conhecida como tempestade tireoidiana, é uma condição rara, mas grave, que exige atendimento médico imediato.
Ela ocorre quando os níveis hormonais estão extremamente elevados e o organismo responde de forma intensa. Os sintomas incluem febre alta, taquicardia, confusão mental, agitação extrema e, em alguns casos, insuficiência cardíaca.
Essa situação está geralmente associada a infecções, cirurgias ou interrupção do tratamento em pessoas com tireoide acelerada. Embora rara, essa condição reforça a importância do acompanhamento e do tratamento adequado.
O hipertireoidismo subclínico é caracterizado por uma diminuição do TSH (hormônio estimulador da tireoide) com os hormônios T3 e T4 ainda dentro dos padrões normais.
Muitas vezes, não há sintomas evidentes, e o quadro é identificado apenas por meio de exames laboratoriais. Em algumas pessoas, pode haver sinais leves como palpitações, ansiedade e sensação de calor.
Esse tipo de disfunção pode evoluir para o hipertireoidismo clínico, sendo importante manter o acompanhamento periódico. A decisão sobre o tratamento vai depender da faixa etária, da presença de sintomas e de outros fatores de risco.
O hipertireoidismo pode ter diversas origens, sendo algumas condições clínicas mais comuns na sua manifestação. Entre as principais causas estão:
Uma das mais frequentes é a Doença de Graves, uma condição autoimune em que o sistema imunológico passa a estimular excessivamente a glândula tireoide, levando à produção aumentada de hormônios. Ela é considerada uma das principais responsáveis pelos quadros de tireoide hiperativa.
Outra causa é o bócio multinodular tóxico, caracterizado por nódulos que se formam na glândula e passam a produzir hormônios de forma autônoma. Esse tipo de hipertireoidismo costuma se desenvolver de forma mais lenta e pode ser detectado em exames de imagem e sangue.
Os nódulos na tireoide isolados — conhecidos como adenomas tóxicos — também podem causar o distúrbio, ao produzirem hormônios de forma desregulada. A presença desses nódulos exige acompanhamento médico para avaliação da necessidade de intervenção.
Alguns casos estão relacionados à tireoidite, uma inflamação temporária da glândula, que leva à liberação súbita de hormônios armazenados, provocando sintomas passageiros de hipertireoidismo. Esse quadro, geralmente transitório, pode ocorrer após infecções virais ou no pós-parto.
Também existe o hipertireoidismo causado por uso excessivo de hormônios tireoidianos, normalmente em tratamentos inadequados para hipotireoidismo, o que reforça a importância do acompanhamento profissional no ajuste das doses.
Cada caso deve ser avaliado individualmente, considerando histórico de saúde, exames clínicos e laboratoriais.
O diagnóstico de hipertireoidismo envolve a avaliação clínica dos sintomas, histórico médico e exames laboratoriais específicos.
Os exames mais comuns incluem a dosagem de TSH, T3 e T4. Quando o TSH está suprimido e os níveis de T3 e T4 estão elevados, o diagnóstico é confirmado. Podem ser solicitados exames de imagem, como a ultrassonografia e a cintilografia da tireoide, para investigar possíveis nódulos ou mudanças na estrutura da glândula.
O acompanhamento regular com um profissional garante um plano de cuidado adaptado às necessidades individuais.
O hipertireoidismo pode impactar várias áreas do organismo, dependendo da duração e da intensidade do quadro. Quando não tratado, pode provocar complicações cardiovasculares, perda de massa óssea, problemas musculares e alterações psicológicas.
A aceleração do metabolismo afeta o coração, podendo causar arritmias ou insuficiência cardíaca. Já a perda de cálcio e outros minerais também pode aumentar o risco de osteoporose. A instabilidade emocional e o impacto sobre o sono prejudicam a qualidade de vida.
O tratamento do hipertireoidismo varia conforme a causa, a idade da pessoa e a gravidade dos sintomas. Pode incluir medicamentos antitireoidianos (como metimazol ou propiltiouracil), terapia com iodo radioativo ou intervenção cirúrgica em casos específicos.
Os medicamentos ajudam a reduzir a produção dos hormônios tireoidianos e controlar os sintomas. Em algumas situações, pode ser necessário associar à terapia o uso de betabloqueadores para controlar a taquicardia.
Cada abordagem tem indicação específica e deve ser discutida com o endocrinologista. O acompanhamento regular é fundamental para ajustar o tratamento e evitar complicações futuras.
Qualquer pessoa que apresente sinais persistentes como perda de peso sem causa aparente, palpitações, sensação constante de calor, alterações no sono ou humor deve procurar orientação médica.
O hipertireoidismo pode se manifestar de formas variadas e, muitas vezes, os sintomas são atribuídos a outras causas. É importante conversar com um profissional de saúde ao perceber mudanças que prejudiquem a qualidade de vida.
Com diagnóstico precoce e acompanhamento especializado, é possível controlar a condição, reduzir os impactos e promover mais qualidade de vida. A Sara oferece apoio por meio de informações confiáveis, acesso a bulas digitais e ferramentas que facilitam o cuidado e a adesão ao tratamento.