Ozonioterapia: Como funciona e riscos

Entenda como funciona a ozonioterapia, para que serve e quais são os riscos dessa terapia alternativa que usa ozônio medicinal. Informe-se antes de fazer.

Por Redação Sara
21/07/2025 Atualizado há 9 meses
Compartilhar por:
Ozonioterapia: Como funciona e riscos

Ozonioterapia: como funciona e quais são os riscos

A ozonioterapia é uma técnica terapêutica alternativa que vem ganhando visibilidade nos últimos anos. Ela utiliza uma mistura de oxigênio (O₂) e ozônio (O₃) para fins medicinais e é aplicada em diversas condições clínicas, desde dores crônicas até tratamentos estéticos.

Mas afinal, como funciona a ozonioterapia? E quais são os seus riscos e benefícios reais? Neste artigo, você vai entender tudo sobre esse procedimento polêmico e amplamente discutido.

O que é a ozonioterapia?

A ozonioterapia é um tratamento que utiliza o gás ozônio medicinal (mistura de 95% oxigênio e 5% ozônio) com o objetivo de:

  • Estimular a oxigenação dos tecidos
  • Atuar como anti-inflamatório e analgésico
  • Melhorar a circulação sanguínea
  • Estimular o sistema imunológico
  • Promover ação antimicrobiana (antibacteriana, antifúngica e antiviral)

O tratamento pode ser realizado de várias formas, como:

  • Aplicações locais (infiltração subcutânea ou intramuscular)
  • Insuflação retal
  • Aplicações tópicas com óleo ozonizado
  • Auto-hemoterapia (retirada e reintrodução do sangue ozonizado)

Importante: Apesar de seu uso em clínicas, a ozonioterapia ainda não é totalmente reconhecida como tratamento convencional por muitas entidades médicas, inclusive o Conselho Federal de Medicina (CFM), que limita sua aplicação a estudos clínicos aprovados.

Para que serve a ozonioterapia?

A ozonioterapia tem sido usada como terapia complementar em várias condições, incluindo:

  • Hérnia de disco e dores lombares
  • Artrite e artrose
  • Feridas crônicas e úlceras diabéticas
  • Infecções de difícil cicatrização
  • Doenças autoimunes
  • Tratamentos estéticos (celulite, gordura localizada)

Além disso, alguns profissionais usam ozonioterapia para fortalecer o sistema imunológico ou desintoxicar o organismo, embora essas indicações ainda careçam de comprovação científica robusta.

Riscos e contraindicações da ozonioterapia

Apesar dos possíveis benefícios, a ozonioterapia não é isenta de riscos, especialmente se realizada por profissionais não habilitados ou sem controle adequado da dosagem.

Possíveis riscos incluem:

  • Dor local e inflamação
  • Tontura, náusea e mal-estar
  • Lesões em órgãos internos (caso a aplicação seja incorreta)
  • Reações alérgicas ou de hipersensibilidade
  • Risco de embolia, em casos de aplicação venosa inadequada

Contraindicações:

  • Gravidez
  • Hipertireoidismo descompensado
  • Doença cardíaca grave
  • Epilepsia
  • Deficiência de G6PD (distúrbio genético raro)
  • Pacientes imunossuprimidos

A ozonioterapia é aprovada pela Anvisa?

A Anvisa autoriza o uso de ozonioterapia apenas como recurso terapêutico complementar, desde que sejam utilizados equipamentos devidamente registrados e que o procedimento seja realizado por profissionais habilitados.

No entanto, a ozonioterapia não é considerada um tratamento curativo primário para doenças graves, e seu uso deve ser feito com cautela e preferencialmente dentro de protocolos de pesquisa clínica.

Conclusão

A ozonioterapia pode apresentar efeitos promissores como terapia complementar, especialmente no controle da dor e em processos inflamatórios. No entanto, é fundamental que seu uso seja feito de forma responsável, com acompanhamento profissional, respeitando as orientações médicas e científicas.

Antes de iniciar qualquer tipo de terapia com ozônio, consulte um profissional da saúde habilitado e verifique se o equipamento utilizado é regulamentado pela Anvisa.