
O uso de plantas medicinais no tratamento de doenças é uma prática tradicional da medicina popular. Uma das formas mais comuns de utilizar esses recursos naturais é por meio de medicamentos fitoterápicos, como o Kaloba.
Entenda a seguir para que serve Kaloba, como ela age no organismo e quais cuidados devem ser seguidos para garantir um tratamento seguro.
Kaloba é um medicamento fitoterápico composto pelo extrato padronizado EPs® 7630, obtido das raízes de Pelargonium sidoides. Segundo levantamento publicado na revista científica Journal of Ethnopharmacology, esse extrato possui propriedades antibactericidas, antivirais e imunomoduladoras.
Ele é indicado para o tratamento sintomático de infecções agudas do sistema respiratório, auxiliando no alívio de sintomas como:
Tosse seca
Tosse com catarro
Coriza
Obstrução nasal
Dor de garganta
Dificuldade para engolir
Mal-estar e indisposição
Ele estimula o sistema imunológico, contribuindo para que o próprio corpo reaja de forma mais eficiente ao processo infeccioso, favorecendo a recuperação.
Segundo a bula do Kaloba, estudos clínicos demonstraram que a melhora dos sintomas pode começar entre o primeiro e o quarto dia de uso, sendo que eles acabam até o sétimo dia de tratamento.
Esse medicamento é indicado para o tratamento sintomático de infecções agudas do sistema respiratório, especialmente aquelas de origem viral. Isso inclui quadros que acometem as vias respiratórias superiores e inferiores, como resfriado, sinusite, infecção de garganta e bronquite não alérgica.
Por conter o extrato de Pelargonium sidoides, esse medicamento auxilia a resposta imunológica do organismo. Por isso, ele ajuda o corpo a combater com mais eficiência os micro-organismos envolvidos em infecções respiratórias.
Não. Os antibióticos são indicados para tratar infecções causadas por bactérias. Já o Kaloba é um medicamento fitoterápico. Apesar de apresentar propriedades antibactericidas, ele não elimina bactérias específicas como o antibiótico. Por isso, não pode ser usado como substituto desse medicamento.
De acordo com a bula, a posologia recomendada para adultos e crianças maiores de 12 anos é de 1 comprimido, três vezes ao dia.
Para crianças de 1 a 12 anos, é indicada a solução oral, já que essa apresentação permite o ajuste da dose para cada faixa etária.
Mesmo sendo um medicamento fitoterápico, o Kaloba deve ser utilizado com orientação médica. Isso porque o uso sem acompanhamento profissional pode trazer riscos à saúde.
Além desse cuidado, é importante seguir as orientações abaixo:
O comprimido deve ser ingerido inteiro, com água, sem mastigar, partir ou abrir, e não deve ser tomado enquanto a pessoa estiver deitada;
Como ele contém lactose, pacientes com síndrome de má-absorção de glicose-galactose devem evitar o uso desse medicamento;
É fundamental procurar orientação médica se os sintomas não melhorarem em até sete dias;
O uso durante a gravidez não deve ocorrer sem orientação médica e não é recomendado durante a amamentação.
Os efeitos e reações adversas descritas na bula do medicamento são classificadas conforme a frequência observada:
Incomuns (0,1% a 1% dos pacientes): distúrbios gastrintestinais, como dor de estômago, náuseas e diarreia;
Raras (0,01% a 0,1% dos pacientes): sangramento discreto da gengiva ou do nariz, reações de hipersensibilidade, como manchas na pele e coceira;
Muito raras (menos de 0,01% dos pacientes): aumento das enzimas hepáticas.
Esse medicamento não é recomendado em caso de alergia a qualquer componente da fórmula ou em pacientes com doenças graves do fígado. Além disso, o Kaloba em comprimido é contraindicado para menores de 12 anos
Como ele pode influenciar os parâmetros de coagulação, esse remédio pode intensificar o efeito de medicamentos anticoagulantes. Por isso, antes de iniciar o tratamento, é importante informar ao médico sobre o uso de outros medicamentos.
Entender para que serve Kaloba e como ele atua no organismo é o primeiro passo para um tratamento mais seguro. É importante lembrar que esse fitoterápico deve ser utilizado com orientação profissional e com a leitura atenta da bula digital atualizada, já que o uso inadequado pode trazer riscos à saúde.
Nas bulas digitais, o paciente encontra informações completas sobre o uso correto e os cuidados com o medicamento, com recursos que facilitam a leitura.
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