Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA): sintomas, causas e gravidade

A síndrome da angústia respiratória aguda (SARA) é uma condição grave caracterizada por inflamação intensa nos pulmões, acúmulo de líquido nos alvéolos e dificuldade respiratória severa. Pode ser desencadeada por infecções, traumas ou sepse, exigindo atendimento médico imediato e, em muitos casos, suporte ventilatório.

Por Redação Sara
22/07/2026 Atualizado há cerca de 2 horas
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Pessoa usando máscara cirúrgica com as mãos sobre o peito com síndrome da angústia respiratória aguda (SARA).

A síndrome da angústia respiratória aguda (SARA) é uma das condições mais graves tratadas em unidades de terapia intensiva. Nela, os pulmões sofrem uma inflamação intensa e repentina, que compromete a oxigenação do sangue e coloca a vida em risco.

Compreender suas causas e seus sinais ajuda a dimensionar a gravidade do quadro e a importância do tratamento precoce. 

Quando a terapia envolve medicamentos, a consulta às bulas digitais apoia o uso seguro. A seguir, conheça os aspectos essenciais dessa síndrome. 

O que é a síndrome da angústia respiratória aguda (SARA)?

A síndrome da angústia respiratória aguda (SARA) é uma forma grave de insuficiência respiratória, causada por uma lesão inflamatória aguda e difusa dos pulmões. 

Essa inflamação aumenta a permeabilidade dos vasos pulmonares, o que provoca o acúmulo de líquido nos alvéolos. O resultado é um edema pulmonar não cardiogênico, que dificulta as trocas gasosas e reduz a oxigenação do sangue.

SARA e SDRA são a mesma coisa?

Sim. SARA e SDRA são nomes diferentes para a mesma condição. Ambas traduzem o termo em inglês ARDS. 

A sigla SARA significa síndrome da angústia respiratória aguda, enquanto SDRA corresponde à síndrome do desconforto respiratório agudo. As duas denominações são usadas de forma equivalente na literatura médica.

Veja: Dispneia: sinais de alerta e quando se preocupar 

Qual a diferença entre SARA leve, moderada e grave?

A SARA é classificada em três graus, conforme a intensidade da hipoxemia, medida pela relação entre o oxigênio no sangue e o oxigênio ofertado. 

Essa gravidade tem impacto direto no prognóstico. Segundo os dados que validaram a Definição de Berlim, a mortalidade aumenta progressivamente com a gravidade: cerca de 27% nos casos leves, 32% nos moderados e 45% nos graves.

O que causa a síndrome da angústia respiratória aguda?

Diversas condições podem lesionar os pulmões e desencadear a SARA. As causas podem ser pulmonares ou originadas em outros órgãos. 

Mais da metade dos casos está associada à sepse, uma infecção grave e generalizada, e à pneumonia. Outras causas incluem a aspiração de conteúdo gástrico, o trauma grave e a pancreatite.

Pneumonia pode evoluir para SARA?

Sim. A pneumonia grave é uma das principais causas da síndrome da angústia respiratória aguda. Quando a infecção pulmonar provoca uma inflamação intensa e difusa, os alvéolos se enchem de líquido e a oxigenação fica comprometida. 

Nesses casos, o quadro pode evoluir de uma pneumonia para uma insuficiência respiratória grave.

COVID-19 pode causar SARA?

Sim. As formas graves da COVID-19 estão entre as causas de SARA. O vírus pode desencadear uma resposta inflamatória intensa nos pulmões, levando ao mesmo tipo de lesão difusa e à hipoxemia acentuada. 

Durante a pandemia, a SARA foi uma das principais complicações associadas aos casos graves da doença.

Quais são os sintomas da SARA?

O sintoma central da síndrome da angústia respiratória aguda é a falta de ar intensa e de rápida progressão. A respiração torna-se acelerada e superficial, e a oxigenação do sangue cai de forma acentuada. 

Podem ocorrer cansaço extremo, coloração azulada da pele e confusão mental, resultado da baixa oferta de oxigênio aos tecidos. O quadro costuma se agravar depressa.

Saiba mais: Saturação de oxigênio e oxigenação do sangue: leitura prática para o cuidado diário 

Em quanto tempo a SARA evolui?

A evolução é rápida. Pela Definição de Berlim, os sintomas surgem ou se agravam em até uma semana após o fator desencadeante.

Na prática, o quadro costuma se instalar em questão de horas a poucos dias. Essa rapidez reforça a necessidade de reconhecimento precoce e de início imediato do tratamento.

Como é feito o diagnóstico da SARA?

O diagnóstico da SARA segue a Definição de Berlim e combina critérios clínicos, laboratoriais e de imagem. São considerados o início agudo dos sintomas, a presença de opacidades bilaterais na imagem do tórax e a hipoxemia medida por gasometria. 

Também é necessário excluir a insuficiência cardíaca como causa principal do acúmulo de líquido nos pulmões.

Qual o tratamento para síndrome da angústia respiratória aguda?

Não há um medicamento que cure a SARA. O tratamento é de suporte e realizado em unidade de terapia intensiva. Inclui oxigenoterapia e, com frequência, ventilação mecânica com estratégia protetora dos pulmões. 

A posição prona, de bruços, pode melhorar a oxigenação. Tratar a causa de base, como uma infecção com antibióticos, é essencial.

Existe cura para a SARA?

A SARA é um quadro agudo, e não uma doença crônica. Com o tratamento de suporte adequado e o controle da causa, os pulmões podem se recuperar. 

A sobrevida depende da gravidade e da condição de base. Estima-se que a maioria dos pacientes sobreviva, mas a mortalidade permanece elevada, sobretudo nos casos graves.

O paciente se recupera totalmente?

Depende. Muitos pacientes recuperam boa parte da função pulmonar, mas a recuperação pode levar meses. 

Alguns permanecem com sequelas, como redução da capacidade respiratória, fraqueza muscular e efeitos cognitivos ou emocionais ligados à internação prolongada. O acompanhamento após a alta é importante para a reabilitação.

A síndrome da angústia respiratória aguda é um quadro grave, de evolução acelerada, que exige tratamento imediato em ambiente de terapia intensiva. 

Ainda que a mortalidade seja elevada, o suporte adequado e o controle da causa de base ampliam as chances de recuperação. 

Compreender os medicamentos envolvidos em um tratamento ajuda pacientes e familiares a acompanharem cada etapa. No bulário digital da Sara, as bulas estão reunidas em formato acessível, para consultar sempre que surgir uma dúvida ao longo do cuidado.

FAQ sobre síndrome da angústia respiratória aguda (SARA)

O que é a síndrome da angústia respiratória aguda?

A SARA é uma condição grave que causa inflamação nos pulmões, acúmulo de líquido nos alvéolos e dificuldade para oxigenar o sangue.

SARA e síndrome do desconforto respiratório agudo são a mesma coisa?

Sim. Os dois termos descrevem a mesma condição, também conhecida pelas siglas SDRA e ARDS.

Qual é a diferença entre SARA e SRAG?

A SARA é uma lesão pulmonar grave. Já a SRAG é uma classificação de casos de infecção respiratória com sinais de gravidade.

Quais são os sintomas da SARA?

Os principais sintomas são falta de ar intensa, respiração acelerada, baixa oxigenação, confusão mental e coloração azulada nos lábios.

O que pode causar a SARA?

As causas mais comuns são pneumonia grave, sepse, aspiração de conteúdo gástrico, traumas, pancreatite e inalação de substâncias tóxicas.

A pneumonia pode causar SARA?

Sim. A pneumonia grave pode provocar inflamação intensa nos pulmões e evoluir para síndrome da angústia respiratória aguda.

A SARA é contagiosa?

Não. A SARA não é contagiosa, mas algumas infecções que podem desencadear a condição são transmissíveis.

Como é feito o diagnóstico da SARA?

O diagnóstico considera a oxigenação do sangue, os sintomas, exames de imagem e a exclusão de causas cardíacas.

Como é feito o tratamento da SARA?

O tratamento inclui suporte de oxigênio, ventilação mecânica quando necessária e controle da doença que provocou a lesão pulmonar.

Todo paciente com SARA precisa ser intubado?

Não. A intubação é indicada nos casos em que o paciente não consegue manter uma oxigenação adequada com outros suportes respiratórios.

A posição prona ajuda no tratamento?

Sim. Manter o paciente de barriga para baixo pode melhorar a oxigenação em casos moderados ou graves de SARA.

A SARA tem cura?

A SARA pode ser revertida, mas a recuperação depende da gravidade, da causa e das condições clínicas do paciente.

Quais sequelas a SARA pode deixar?

A condição pode deixar falta de ar, cansaço, fraqueza muscular, redução da capacidade física e alterações cognitivas.

É possível prevenir a SARA?

Nem sempre. O tratamento precoce de pneumonia, sepse e outras condições graves pode reduzir o risco de evolução para SARA.

Quando procurar atendimento médico?

Falta de ar intensa, confusão mental, lábios azulados e piora rápida da respiração exigem atendimento médico imediato.

Referências

1. Fioretto JR, de Carvalho WB. Evolução temporal das definições de síndrome do desconforto respiratório agudo (Definição de Berlim e dados de mortalidade). Jornal de Pediatria (Rio J) / SciELO. 2013;89(6). 

2. Viana WN. Síndrome de Angústia Respiratória Aguda após Berlim. Revista da Sociedade de Pneumologia e Tisiologia do Estado do Rio de Janeiro (SOPTERJ). Disponível em: http://www.sopterj.com.br/wp-content/themes/_sopterj_redesign_2017/_revista/2015/n_03/09.pdf

3. Antoniazzi P, Pereira Júnior GA, Marson F, Abeid M, Baldisserotto S, Basile-Filho A. Síndrome da angústia respiratória aguda (SARA). Medicina (Ribeirão Preto), USP. 1998;31(4):493–506. Disponível em: https://www.periodicos.usp.br/rmrp/article/view/7712

4. MedlinePlus (Enciclopédia Médica). Síndrome de dificuldade respiratória aguda. U.S. National Library of Medicine (NIH). Disponível em: https://medlineplus.gov/spanish/ency/article/000103.htm

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