Escarlatina: sintomas, transmissão e sinais que exigem atenção

A escarlatina é uma infecção bacteriana aguda, causada pelo Streptococcus pyogenes, mais comum em crianças. Provoca febre, dor de garganta, língua avermelhada e manchas ásperas na pele. Exige diagnóstico médico e tratamento antibiótico para prevenir complicações cardíacas, renais e infecciosas.

Por Redação Sara
27/07/2026 Atualizado há cerca de 1 hora
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Criança deitada no sofá enquanto um adulto toca sua testa para verificar a febre com escarlatina.

Uma dor de garganta com febre alta em uma criança costuma ser motivo de dúvida. Quando surgem manchas vermelhas pelo corpo e a pele fica áspera, o quadro pode ser escarlatina. 

Essa é uma infecção bacteriana que, ao contrário das viroses comuns, exige tratamento com antibiótico.

Reconhecer os sinais e iniciar o tratamento no tempo certo evita complicações. Ao usar medicamentos, vale consultar as bulas digitais para orientar o uso seguro. A seguir, entenda o que é a escarlatina, como ela é transmitida e quais sinais merecem atenção.

O que é escarlatina?

A escarlatina é uma doença infecciosa aguda causada pela bactéria Streptococcus pyogenes, o estreptococo do grupo A. É a mesma bactéria responsável pela faringite bacteriana. 

Na escarlatina, essa bactéria produz toxinas que provocam um exantema, ou seja, manchas avermelhadas pelo corpo. Acomete principalmente crianças em idade escolar, entre 5 e 15 anos.

Veja também: Faringoamigdalite estreptocócica: sintomas e tratamento 

Escarlatina é grave?

Na maioria dos casos, não. Com o tratamento adequado, a escarlatina evolui bem e sem sequelas. O risco está em não tratar. 

Sem antibiótico, a infecção pode levar a complicações sérias, como a febre reumática, que afeta o coração. Por isso, a doença não deve ser encarada como uma virose passageira.

Como a escarlatina é transmitida?

A transmissão da escarlatina ocorre por gotículas de saliva, expelidas ao tossir, espirrar ou falar. O contato próximo com uma pessoa infectada é o principal meio de contágio. 

Objetos contaminados e o compartilhamento de utensílios também podem transmitir a bactéria. Ambientes coletivos, como escolas e creches, favorecem a disseminação.

Quanto tempo a escarlatina é contagiosa?

Sem tratamento, a pessoa pode transmitir a escarlatina por semanas. Com o antibiótico, esse período cai drasticamente: após 24 horas de tratamento, a pessoa deixa de ser contagiosa. Por isso, recomenda-se afastar a criança da escola até completar esse primeiro dia de medicação.

Quais são os sintomas da escarlatina?

O quadro começa de forma abrupta, com febre alta, dor de garganta intensa e mal-estar. A garganta fica muito vermelha, às vezes com placas. 

Um sinal característico é a língua em framboesa: inicialmente esbranquiçada, ela descama e assume um vermelho intenso, com as papilas salientes. Dor de cabeça, náuseas e vômitos também podem ocorrer.

Leia também: Sintomas de amigdalite: como identificar e tratar 

Escarlatina causa manchas na pele?

Sim, e essa é uma característica muito comum da escarlatina. Cerca de 24 a 48 horas após o início da febre, surgem manchas avermelhadas e minúsculas, que dão à pele uma textura áspera, semelhante a uma lixa. 

O exantema começa no tronco e no pescoço e se espalha. É comum a palidez ao redor da boca. Depois de alguns dias, a pele descama, sobretudo nas mãos e nos pés.

Qual a diferença entre escarlatina e outras doenças com manchas?

A distinção está nos detalhes. Nas viroses com exantema, como o sarampo e a rubéola, costumam ocorrer tosse e coriza, incomuns na escarlatina. 

A textura áspera da pele, a língua em framboesa e a ausência de sintomas respiratórios típicos de resfriado apontam para a escarlatina. A confirmação cabe ao médico, que pode solicitar exames.

Qual o tratamento da escarlatina?

O tratamento é feito com antibiótico, associado a medidas de suporte. Repouso, hidratação e o uso de antitérmicos ajudam a controlar a febre e o desconforto. O tratamento deve ser prescrito por um médico, e a automedicação é desaconselhada. Os sintomas costumam melhorar já nos primeiros dias de medicação.

Escarlatina precisa de antibiótico?

Sim, sempre. Por ser uma infecção bacteriana, a escarlatina exige antibiótico, geralmente a penicilina ou a amoxicilina. 

O tratamento deve ser completado até o fim, mesmo com a melhora dos sintomas. Interromper antes elimina os sinais, mas não erradica a bactéria, o que mantém o risco de complicações.

Escarlatina pode dar complicações?

Sim, sobretudo quando não tratada. As complicações mais temidas são a febre reumática, que pode causar lesões permanentes nas válvulas do coração, e a glomerulonefrite, uma inflamação nos rins. 

Também podem ocorrer otite, sinusite e abscessos na garganta. O antibiótico, iniciado a tempo, previne essas complicações.

Como prevenir escarlatina?

Não existe vacina contra a escarlatina. A prevenção depende de medidas de higiene: lavar as mãos com frequência, cobrir a boca ao tossir ou espirrar e evitar compartilhar copos e talheres. Diante de um caso, o afastamento temporário do ambiente escolar reduz a disseminação da bactéria.

Quem teve escarlatina pode pegar de novo?

Pode, embora seja incomum. A imunidade adquirida é específica para a toxina envolvida naquele episódio. Como a bactéria produz diferentes toxinas, é possível ter a doença mais de uma vez. Ainda assim, novos episódios são pouco frequentes.

A escarlatina é uma doença bacteriana frequente na infância e, quando tratada corretamente, evolui sem maiores consequências. 

Acompanhar um tratamento com antibiótico exige atenção às doses e ao tempo de uso. No bulário digital da Sara, você encontra as bulas em formato acessível, um apoio para seguir a prescrição médica até o fim.

FAQ sobre escarlatina

O que é escarlatina?

A escarlatina é uma infecção bacteriana causada pelo Streptococcus pyogenes, também conhecido como estreptococo do grupo A. A doença costuma surgir associada a uma infecção na garganta e provoca febre, dor de garganta e manchas avermelhadas na pele.

Quais são os principais sintomas da escarlatina?

Os sintomas mais comuns são febre alta, dor de garganta, dificuldade para engolir, mal-estar, náuseas e erupções vermelhas com textura áspera, semelhante a uma lixa. Também pode ocorrer a chamada “língua em framboesa”, caracterizada por uma língua avermelhada e com pequenas elevações.

Como são as manchas da escarlatina?

As manchas geralmente começam no tórax, no abdômen ou no rosto e depois se espalham pelo corpo. A pele pode ficar avermelhada, áspera ao toque e mais marcada nas dobras, como axilas, virilhas e cotovelos. Após a melhora, é possível ocorrer descamação da pele.

Como a escarlatina é transmitida?

A transmissão ocorre principalmente pelo contato com gotículas respiratórias liberadas ao falar, tossir ou espirrar. Também pode acontecer por meio do contato com secreções ou objetos contaminados utilizados por uma pessoa infectada.

Qual é o período de incubação da escarlatina?

O período de incubação, intervalo entre o contato com a bactéria e o aparecimento dos sintomas, costuma variar de dois a cinco dias. A transmissão geralmente começa com os primeiros sintomas.

Escarlatina é contagiosa?

Sim. A escarlatina é uma doença contagiosa, principalmente antes do início do tratamento adequado. Após cerca de 24 horas de uso do antibiótico prescrito, o risco de transmissão costuma diminuir significativamente, mas o retorno às atividades deve seguir a orientação médica.

Escarlatina é mais comum em crianças?

A escarlatina pode afetar pessoas de diferentes idades, mas é mais frequente em crianças em idade escolar. A proximidade em escolas, creches e ambientes compartilhados facilita a transmissão da bactéria.

Como é feito o diagnóstico da escarlatina?

O diagnóstico é realizado por um médico com base nos sintomas, na aparência das manchas e no exame da garganta. Em alguns casos, pode ser solicitado um teste rápido para estreptococo ou uma cultura de secreção da garganta para confirmar a presença da bactéria.

Qual é o tratamento para escarlatina?

O tratamento é feito com antibióticos prescritos pelo médico, geralmente medicamentos à base de penicilina ou alternativas adequadas para pessoas com alergia. O uso correto reduz os sintomas, interrompe a transmissão e ajuda a prevenir complicações.

Quanto tempo dura a escarlatina?

Com o tratamento adequado, a febre e a dor de garganta costumam melhorar nos primeiros dias. As manchas podem permanecer por alguns dias e, posteriormente, a pele pode descamar, especialmente nas mãos, nos pés e nas regiões onde a erupção foi mais intensa.

Escarlatina pode causar complicações?

Quando não tratada corretamente, a escarlatina pode provocar complicações como febre reumática, infecções no ouvido, sinusite, abscessos, inflamação nos rins e outros problemas relacionados ao estreptococo. Por isso, a avaliação médica e o cumprimento do tratamento são importantes.

É possível ter escarlatina mais de uma vez?

Sim. Uma pessoa pode desenvolver escarlatina mais de uma vez porque existem diferentes toxinas produzidas pelas bactérias estreptocócicas. A infecção anterior não garante proteção completa contra novos episódios.

Existe vacina contra escarlatina?

Não existe vacina específica contra a escarlatina. A prevenção inclui lavar as mãos com frequência, evitar compartilhar copos e talheres, cobrir a boca ao tossir ou espirrar e manter distância de pessoas infectadas até que deixem de transmitir a bactéria.

Quando procurar atendimento médico?

É recomendado procurar atendimento diante de febre associada a dor de garganta e manchas vermelhas na pele. A avaliação deve ser imediata quando houver dificuldade para respirar, sonolência excessiva, rigidez no pescoço, desidratação, piora rápida ou ausência de melhora após o início do tratamento.

Referências

1. Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Nota técnica SBD: Escarlatina. 

2. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). About Scarlet Fever (Group A Strep). 

3. Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Escarlatina: informações técnicas. Disponível em: https://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/doencas-de-transmissao-respiratoria/escarlatina/documentos/escarla_pubger07.pdf

4. Ministério da Saúde (Biblioteca Virtual em Saúde). Escarlatina. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/escarlatina/

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