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Vitamina B1: o nutriente essencial para a produção de energia e saúde do cérebro

A vitamina B1 é um dos pilares na transformação de alimentos em energia e manutenção do bom funcionamento de órgãos importantes do corpo, como o coração. A ingestão adequada ajuda a prevenir o beribéri e outras condições neurológicas graves, reforçando o impacto de uma alimentação variada e rica em nutrientes.

Por Redação Sara
15/12/2025 Atualizado há 2 meses
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Vitamina B1: o nutriente essencial para a produção de energia e saúde do cérebro

O corpo humano funciona como uma máquina em constante atividade: os alimentos entram como matéria-prima, fornecendo nutrientes que serão convertidos em energia para manter tudo em funcionamento. 

Entre os micronutrientes que tornam esse processo possível está a vitamina B1, uma das principais representantes do complexo B. Ela desempenha um papel central na transformação dos carboidratos em energia para as células, algo importante para órgãos que consomem muito combustível, como o cérebro e o coração.

Ao longo deste artigo, você vai entender como a tiamina participa do metabolismo energético, quais são suas principais funções, onde encontrá-la na alimentação e quais riscos surgem quando seus níveis estão baixos.

O que é Vitamina B1 e para que serve? 

A vitamina B1, também chamada de tiamina, é um micronutriente essencial para o funcionamento do organismo. Ela pertence ao grupo das vitaminas hidrossolúveis, ou seja, dissolve em água e não é estocada em grandes quantidades pelo corpo, o que torna a reposição diária indispensável por meio da alimentação.

Do ponto de vista bioquímico, a tiamina exerce a sua função mais importante na forma de tiamina pirofosfato (TPP). Essa coenzima participa diretamente das reações metabólicas responsáveis por transformar carboidratos, gorduras e proteínas em ATP, a molécula que abastece todas as células com energia. 

Sem níveis adequados de vitamina B1, esse processo se torna ineficiente, afetando desde o funcionamento dos músculos até a atividade cerebral.

Além da energia, esse micronutriente também atua em outras frentes relevantes, como:

  • Condução nervosa: auxilia na transmissão de impulsos nos neurônios e na manutenção da saúde das bainhas de mielina.
  • Metabolismo da glicose no sistema nervoso: fundamental para o cérebro, um dos órgãos que mais consome energia.
  • Função muscular e cardíaca: participa da atividade contrátil do músculo esquelético e do músculo cardíaco.
  • Ação antioxidante indireta: contribui para reduzir o estresse oxidativo ao melhorar a eficiência metabólica das células.
  • Regulação do apetite e do funcionamento digestivo: envolvida em processos enzimáticos que influenciam a digestão e a absorção de nutrientes.

Principais benefícios da Vitamina B1 para saúde

Confira as vantagens que o nutriente traz para o organismo:

Gera energia

A tiamina participa das reações que convertem glicose e outros nutrientes em ATP, que mantêm o organismo em funcionamento. Isso impacta na disposição, força muscular e desempenho físico e mental.

Suporte ao sistema nervoso

Como coenzima no metabolismo da glicose, principal combustível dos neurônios, a vitamina B1 contribui para a transmissão dos impulsos nervosos e para a manutenção das bainhas de mielina, estruturas que protegem as fibras nervosas. Manter os níveis adequados ajuda a preservar memória, foco e equilíbrio cognitivo.

Função muscular e cardíaca

O coração e os músculos dependem de um fluxo constante de energia. A tiamina favorece o bom funcionamento da musculatura, incluindo o músculo cardíaco, apoiando o ritmo adequado dos batimentos e reduzindo o risco de fadiga muscular.

Apoio ao metabolismo da glicose

A vitamina B1 é essencial para a glicólise e o ciclo de Krebs, etapas fundamentais no processamento da glicose. Por isso, contribui para estabilidade energética ao longo do dia e melhor uso dos carboidratos ingeridos.

Contribuição para o equilíbrio digestivo

A tiamina participa de vias metabólicas relacionadas à digestão e ao funcionamento enzimático, influenciando o apetite e o aproveitamento dos nutrientes consumidos.

Onde encontrar alimentos ricos em Vitamina B1? 

Alguns alimentos são naturalmente ricos em vitamina B1. Mas, é importante lembrar que o cozimento excessivo e a exposição prolongada ao calor podem reduzir o teor de tiamina, já que ela é sensível à temperatura e hidrossolúvel.

Cereais integrais e grãos

  • Arroz integral;
  • Aveia;
  • Trigo integral;
  • Cevada;
  • Germe de trigo;
  • Quinoa;

Leguminosas

  • Feijão;
  • Lentilha;
  • Grão-de-bico;
  • Ervilha.

Carnes e proteínas de origem animal

  • Carne suína;
  • Fígado;
  • Carnes magras em geral;
  • Ovos.

Leia também: Proteína: tipos, o que é e consumo

Oleaginosas e sementes

  • Amendoim;
  • Castanhas (castanha-do-pará, castanha de caju);
  • Nozes;
  • Sementes de girassol.

Vegetais

  • Aspargos;
  • Couve-flor;
  • Espinafre;
  • Batata e batata-doce;
  • Abóbora.

Deficiência da Vitamina B1: conheça a Beribéri

A deficiência grave de vitamina B1 recebe o nome de Beribéri, uma condição que reflete o impacto direto da falta de tiamina na produção de energia e no funcionamento neurológico. 

Como o corpo não armazena essa vitamina em grandes quantidades, a carência pode surgir rapidamente quando a ingestão é insuficiente.

Principais sintomas

A falta de tiamina afeta principalmente os sistemas nervoso, cardiovascular e muscular. Os sintomas podem variar conforme o tipo de beribéri (seco ou úmido), mas costumam incluir:

  • Fraqueza muscular e fadiga intensa;
  • Dormência ou formigamento em mãos e pés (neuropatia periférica);
  • Dificuldade de marcha, reflexos diminuídos;
  • Irritabilidade, confusão mental ou perda de memória;
  • Taquicardia, falta de ar e inchaço nas pernas (no beribéri úmido);
  • Perda de apetite e perda de peso;
  • Sensação de queimação nos membros;
  • Alterações gastrointestinais, como náuseas e desconforto abdominal.

Em casos mais graves e associados ao alcoolismo crônico, a deficiência pode evoluir para encefalopatia de Wernicke e, depois, para síndrome de Korsakoff, condições neurológicas sérias que exigem tratamento imediato.

Principais grupos de risco

Algumas pessoas têm maior probabilidade de desenvolver deficiência de vitamina B1 devido a menor ingestão, maior necessidade metabólica ou dificuldade de absorção:

  • Pessoas com alcoolismo crônico: o álcool prejudica a absorção intestinal de tiamina e reduz sua ativação no organismo.
  • Idosos: costumam ter menor ingestão alimentar e menor eficiência na absorção.
  • Indivíduos com dietas muito restritivas: como aqueles que consomem quantidades limitadas de alimentos variados ou seguem dietas extremamente pobres em nutrientes.
  • Pacientes submetidos a cirurgias bariátricas: devido à redução da absorção e alterações digestivas.
  • Pessoas com doenças que comprometem a absorção intestinal, como doença de Crohn, HIV, diarréias crônicas ou insuficiência cardíaca avançada (que pode aumentar a demanda metabólica).
  • Bebês alimentados exclusivamente com fórmulas não fortificadas ou preparados de forma inadequada.

Quando identificada precocemente, a deficiência de tiamina é reversível com suplementação e adequação da dieta. 

Conclusão

Além de prevenir o beribéri, a vitamina B1 também protege contra outras condições ligadas à sua deficiência, como a encefalopatia de Wernicke, a síndrome de Korsakoff e a neuropatia periférica. 

Portanto, garantir a ingestão adequada desse nutriente é fundamental para proteger o cérebro, o coração e o metabolismo como um todo. 

Se você quiser se aprofundar no tema e conferir outros conteúdos sobre vida saudável, não deixe de acompanhar o nosso blog. A Sara, nossa plataforma de bulas digitais, oferece acesso fácil e confiável a informações sobre medicamentos e suplementos.

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