Diarreia: causas, tratamentos e tipos
A diarreia ocorre quando o intestino não absorve água e sais minerais adequadamente, resultando em evacuações líquidas e frequentes. Suas causas vão de infecções por vírus, bactérias e parasitas a intolerâncias alimentares e doenças intestinais. O tratamento envolve hidratação, alimentação leve e acompanhamento médico.

A diarreia é uma condição comum que resulta em fezes soltas ou líquidas, acompanhadas de cólicas, náuseas, vômitos e às vezes febre.
Sua principal causa é a ingestão de alimentos e água contaminados com bactérias, parasitas ou vírus, como o Rotavírus ou a Escherichia coli (E. coli).
Além disso, alguns medicamentos podem provocá-la. Antibióticos, em especial, têm esse efeito por alterar o equilíbrio natural das bactérias no intestino.
Condições médicas como a doença celíaca, a doença de Crohn, a colite ulcerativa e a síndrome do intestino irritável (SII) também são comumente associadas ao quadro.
Neste texto, você aprenderá sobre:
- As causas mais comuns da diarreia;
- Seus tipos e características;
- Sintomas e sinais de alerta;
- Estratégias de tratamento e muito mais!
Continue com a Sara e tire todas as suas dúvidas!
Como a diarreia acontece?
A diarreia acontece quando o intestino perde a capacidade de reter água e sais minerais. Com isso, as fezes ficam fluidas e as evacuações tornam-se frequentes.
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Tipos de diarreia e suas características
Esse distúrbio gastrointestinal pode ter motivos e apresentações diferentes. A seguir, confira os tipos e suas características!
Diarreia infecciosa
A diarreia infecciosa (gastroenterite) surge por vírus, bactérias ou parasitas. Um exemplo é a diarreia do viajante, frequente em regiões com saneamento precário.
Ela ocorre após o consumo de alimentos ou bebidas contaminadas, ou mediante o contato com pessoas infectadas, ou com animais transmissores da doença.
Diarreia osmótica
A diarreia osmótica acontece quando o trato intestinal não absorve certas substâncias corretamente. Isso faz com que a água se acumule, tornando as fezes líquidas.
Indivíduos com intolerância à lactose ou frutose costumam apresentá-la. O uso de laxantes osmóticos também pode provocá-la.
Diarreia gordurosa
A diarreia gordurosa (esteatorreia) é resultante da má absorção de gorduras. Trata-se de uma ocorrência habitual em quem tem doença celíaca ou pancreatite crônica. Nesse caso, os nutrientes que não são digeridos saem junto às fezes.
Diarreia funcional
A diarreia funcional ocorre sem motivo claro. É comum em pessoas com SII, e pode se manifestar de várias formas: predominância de constipação, predominância de evacuações soltas, mista ou não especificada.
Diarreia crônica
A diarreia crônica é caracterizada por um quadro persistente, que dura mais de quatro semanas.
Esse tipo está relacionado a problemas de absorção, intolerâncias alimentares, distúrbios funcionais ou o uso de medicamentos. O foco aqui é o tempo de duração, e não o que motivou sua ocorrência.
Diarreia aguda
A diarreia aguda dura menos de duas semanas e surge, geralmente, de forma repentina. É usual em quadros infecciosos e condições de saúde de curta duração e baixa gravidade. Nessa manifestação, os sintomas são autolimitados e tendem a desaparecer sozinhos.
Causas da diarreia
Na maioria das vezes, as causas da diarreia estão relacionadas às infecções virais, bacterianas ou parasitárias.
Outros fatores que provocam esse quadro são o uso de certos medicamentos, como os antibióticos, além das intolerâncias alimentares e doenças intestinais crônicas.
Sintomas que acompanham a diarreia
A diarreia costuma vir acompanhada de desconfortos que indicam um desequilíbrio no intestino. Entre eles estão os gases e as cólicas, que surgem pela movimentação acelerada das alças intestinais.
Além disso, é comum sentir urgência para evacuar, já que o organismo tenta eliminar o conteúdo que está gerando desconforto intestinal rapidamente.
Em casos provocados por infecções ou intoxicações, pode haver náusea e vômito, sinais de que o corpo está reagindo à presença de agentes nocivos.
Esses sintomas da diarreia variam conforme o quadro e o estado de hidratação da pessoa. Contudo, se forem intensos ou persistirem por pelo menos dois dias, eles devem ser avaliados por um médico.
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Riscos da desidratação
A desidratação acontece quando o corpo perde mais líquidos do que ingere. Ela não leva embora apenas água, mas também eletrólitos importantes, como sódio, potássio, magnésio e cloretos.
Sem esses elementos, os músculos, nervos e órgãos não funcionam direito.
Nos casos leves, a desidratação causa sede intensa, boca seca e cansaço. Em situações graves, pode haver fraqueza extrema, confusão mental e queda da pressão arterial.
Se não tratada, a perda de fluidos pode evoluir para choque hipovolêmico e insuficiência renal, exigindo atendimento médico imediato.
O papel da alimentação durante e após a diarreia
Os cuidados com a alimentação envolvem priorizar comidas de fácil digestão e pouco gordurosas. O ideal é fazer pequenas refeições ao longo do dia, mantendo a hidratação constante.
Entre as opções recomendadas, estão aquelas que ajudam a firmar as fezes e repor nutrientes, tais como:
- Chás claros (erva-doce, camomila, hortelã e casca de goiaba)
- Sopas com legumes leves (chuchu, cenoura, abóbora, batata e inhame)
- Arroz, macarrão, fubá, amido de milho, pão francês e torradas
- Frutas sem casca como maçã, banana-prata, goiaba e pera
- Água de coco, água filtrada ou fervida e bebidas isotônicas
- Sucos coados de limão, caju ou goiaba
- Carnes magras assadas, grelhadas ou cozidas, sem gordura
- Gelatina, sagu e purês de frutas
Já os alimentos que causam diarreia devem ser evitados, pois irritam o tubo digestivo ou aumentam o trânsito intestinal, sendo eles:
- Leite e derivados
- Cafeína e bebidas gaseificadas
- Preparos ricos em gordura, como frituras e carnes gordurosas
- Vegetais folhosos e crus
- Frutas com efeito laxante (mamão, laranja, melancia e ameixa)
- Condimentos fortes e molhos prontos
- Vegetais ricos em enxofre, como cebola, brócolis, couve-flor e feijão
- Doces, chocolates e bolachas recheadas
Após o episódio, o uso de probióticos ajuda a restaurar a flora intestinal, reequilibrando as bactérias benéficas e fortalecendo o sistema digestivo.
Esses microrganismos podem ser encontrados em suplementos ou alimentos fermentados, como o kefir ou o iogurte natural, que devem ser introduzidos somente depois da melhora completa.
Tratamento e cuidados em casa
O tratamento da diarreia começa com a reposição de líquidos. Água, soro caseiro e soluções de reidratação oral ajudam a compensar as perdas provenientes das evacuações frequentes.
Em termos de alimentação, opte por sopas, frutas, arroz e torradas. Chás de camomila, hortelã ou erva-doce também promovem alívio do desconforto abdominal. Já as frituras e bebidas com cafeína precisam ser cortadas até que o trânsito intestinal normalize.
Em casos persistentes, o médico pode indicar medicamentos para controlar as evacuações ou tratar uma infecção intestinal associada.
Mas atenção: o uso desses remédios para diarreia requer orientação de um profissional de saúde. Evite a automedicação!
Quando procurar um médico
Quando os sintomas fogem do padrão e a desidratação é intensa, a avaliação médica se torna indispensável para evitar complicações.
Os sinais de alerta incluem:
- Presença de sangue nas fezes
- Duração de mais de dois dias em adultos ou mais de 24 horas em crianças
- Sede excessiva e sinais de desidratação
- Perda de peso rápida
- Pouca urina, boca seca e ausência de lágrimas
- Sonolência, apatia ou falta de apetite
- Vômitos constantes
- Febre alta
- Olhos fundos
- Fezes muito escuras
- Dor abdominal ou retal intensa
Um intestino irritado precisa de cuidado e paciência. Alimentos leves, descanso e o acompanhamento médico são etapas essenciais para restaurar o conforto intestinal e permitir que a digestão retome o ritmo saudável.
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