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Diprospan é corticóide? Entenda para que serve, seus efeitos e riscos

Diprospan é corticoide anti-inflamatório utilizado como tratamento de várias condições onde a inflamação é uma parte chave do problema de saúde. Sua ação rápida no organismo e efeitos prolongados, trazem vários benefícios para os pacientes.

Por Redação Sara
27/11/2025 Atualizado há cerca de 1 mês
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Diprospan é corticóide? Entenda para que serve, seus efeitos e riscos

Diprospan é um corticoide injetável usado para reduzir inflamações e controlar reações exageradas do sistema imunológico. Os corticoides são hormônios sintéticos semelhantes aos produzidos pelas glândulas suprarrenais, com ação anti-inflamatória e imunossupressora, ou seja, reduz inflamações e modulam a resposta imunológica do corpo. 

Neste artigo, você vai conhecer mais sobre essa medicação, que tem como princípio ativo a betametasona. Além disso, confira também, quanto tempo dura o efeito do Diprospan, efeitos colaterais e muito mais!

O Diprospan é corticoide? 

O Diprospan é um anti-inflamatório corticosteroide, ou seja, pertence à classe dos corticoides. Ele é usado no tratamento de inflamações e reações alérgicas em diversas condições.

A medicação é composta por betametasona, um dos três corticoides sistêmicos de maior potência, junto da dexametasona e metilprednisolona. Ela tem potente ação anti-inflamatória, antirreumática e antialérgica no organismo. 

Cada ampola contém 5mg de betametasona como dipropionato e 2mg como fosfato dissódico. A combinação desses dois compostos permite que o Diprospan atue de maneira rápida (fosfato dissódico) e prolongada (dipropionato), garantindo alívio efetivo dos sintomas.

Seus principais benefícios são o alívio rápido de dores e inflamações em diversas condições agudas e crônicas.

Para que serve Diprospan? 

Como dito, o medicamento anti-inflamatório esteróide é utilizado como tratamento de várias condições onde a inflamação é uma parte chave do problema de saúde. 

Com sua ação notável nos casos de reumatismo, alergias, doenças da pele, doenças respiratórias e outros problemas médicos que envolvem inflamação, a droga tem demonstrado ser útil em várias situações clínicas, como: 

  • Alergias graves: rinite alérgica severa, crises alérgicas, reações medicamentosas ou alimentares intensas.
  • Doenças respiratórias: asma alérgica, bronquite com inflamação significativa;
  • Doenças de pele: dermatite, eczema, psoríase, dermatite atópica, reações alérgicas cutâneas.
  • Inflamações musculoesqueléticas: tendinite, dores lombares inflamatórias, lesões com inflamação.
  • Doenças reumáticas: artrite, bursite, osteoartrite inflamatória, artrite gotosa/aguda;
  • Doenças autoimunes: lúpus eritematoso sistêmico e outras condições específicas, conforme avaliação médica.
  • Reações inflamatórias localizadas: infiltrações em articulações ou tecidos moles para controle da dor e inflamação.
  • Alergias sazonais intensas: quando outras terapias não foram suficientes.

Dores na coluna 

Suas propriedades anti-inflamatórias e analgésicas podem ajudar a aliviar a dor e a inflamação associadas a várias condições da coluna vertebral, como hérnias de disco, espondilite anquilosante, entre outras.

Gripe

Embora essa classe de medicamentos possa reduzir os sintomas de inflamação, ele não é normalmente usado para tratar o resfriado comum ou a gripe, a menos que haja uma condição subjacente que justifique seu uso, como, por exemplo, a asma.

Leia também: Como evitar gripe e resfriado: veja hábitos que previnem e medicamentos que tratam 

Como o Diprospan age no corpo?

Ao entrar no organismo, o composto reduz a produção de substâncias inflamatórias (como prostaglandinas e citocinas), que causam dor, inchaço, calor e vermelhidão.

Ele age diminuindo a atividade do sistema imunológico, evitando que o corpo tenha respostas exageradas, como em alergias e doenças autoimunes.

Sua ação também contempla a estabilização das membranas das células, impedindo a liberação de compostos que desencadeiam inflamações e reações alérgicas. Além de reduzir o inchaço e a irritação nos tecidos, promovendo alívio da dor e outros sintomas inflamatórios.

A atividade inicial começa em poucas horas (geralmente entre 1 e 3 horas). O efeito é a combinação entre a ação rápida e prolongada. Ou seja, traz alívio praticamente imediato e o efeito se mantém por dias ou semanas, dependendo do organismo da pessoa que o ingeriu. 

Diprospan e efeitos colaterais: quais os principais?

Por se tratar de um corticoide de ação potente e prolongada, a betametasona pode causar efeitos colaterais que variam de leves a mais intensos, dependendo da dose, frequência de uso, condição clínica e sensibilidade individual.

Efeitos comuns

Esses sintomas costumam ser temporários e leves, mas devem ser acompanhados, especialmente se persistirem ou se intensificarem. Entre eles estão: 

  • Aumento do apetite.
  • Indigestão ou desconforto gástrico.
  • Insônia ou dificuldade para dormir.
  • Alterações de humor (irritação, ansiedade, agitação).
  • Retenção de líquidos e leve inchaço.
  • Aumento transitório do açúcar no sangue.
  • Vermelhidão, dor ou incômodo no local da aplicação.
  • Cansaço ou sensação de fraqueza.
  • Sudorese (transpiração excessiva).

Incomuns

Em algumas pessoas, as reações menos frequentes podem se manifestar. Se esses sinais forem persistentes, é recomendado relatar ao profissional de saúde. Por isso, fique atento quando notar: 

  • Aumento da pressão arterial.
  • Palpitações.
  • Alterações menstruais temporárias.
  • Crises de acne ou pele mais oleosa.
  • Maior sensibilidade a infecções (imunidade reduzida).
  • Dificuldade de cicatrização.
  • Dor muscular ou nas articulações após infiltração.
  • Oscilações significativas de humor.

Graves

Embora sejam incomuns, esses efeitos indicam reações sistêmicas importantes e não devem ser ignorados. Procure atendimento médico urgente em caso de:

  • Inchaço intenso no rosto, mãos, pernas ou pés.
  • Ganho de peso rápido e inexplicável.
  • Dor no peito, falta de ar ou arritmia.
  • Alterações visuais (visão turva, dor nos olhos, sensibilidade à luz).
  • Fraqueza muscular extrema.
  • Confusão mental, depressão profunda, crises de ansiedade intensa ou pensamentos incomuns.
  • Sinais de infecção (febre, calafrios, mal-estar persistente).
  • Reação alérgica (coceira intensa, urticária, dificuldade para respirar ou inchaço nos lábios/garganta).

Como tomar? 

A posologia do Diprospan varia de acordo com a condição médica a ser tratada e a resposta individual de cada paciente ao tratamento. É essencial seguir as instruções do seu profissional de saúde e jamais ajustar a dose por conta própria. 

O uso excessivo pode levar ao aumento dos riscos de efeitos colaterais, enquanto o uso prolongado pode exigir uma interrupção gradual para evitar a síndrome de retirada.

Por ser manipulado em sua forma injetável, a aplicação vai variar conforme o objetivo do tratamento. Por exemplo, a injeção é intramuscular quando o objetivo é uma ação sistêmica no corpo, no caso de alergias, inflamações gerais. 

A intra-articular é a aplicação direta dentro da articulação, usada para dores e inflamações articulares. A periarticular ou em tecidos moles serve para algumas inflamações localizadas, como bursite e tendinite. 

Já a intralesional (em lesões de pele) serve para em situações específicas, como queloides ou certas dermatites. Vale lembrar que a via intravenosa não é indicada para o Diprospan.

Qual a frequência de uso? 

A medicação não é para ser administrada diariamente. Geralmente, é usada em dose única ou com intervalos longos entre aplicações (semanas a meses), dependendo da condição clínica e da resposta do paciente. As aplicações repetidas em curto intervalo aumentam o risco de efeitos colaterais.

Pode repetir a dose?

Somente se o médico recomendar. Em alguns casos específicos, pode acontecer reaplicação, mas não existe um esquema padrão fixo. Isso porque a decisão depende de fatores como doença a ser tratada, gravidade dos sintomas apresentados, a resposta do organismo e também às condições de saúde do paciente.

Contraindicações

A betametasona injetável tem contraindicações, principalmente, por ser um corticosteroide potente que interfere no sistema imunológico, nos hormônios e no metabolismo.

O medicamento não é indicado para:

  • Pessoas com infecções sistêmicas não tratadas (bacterianas, fúngicas ou virais).
  • Alergia (hipersensibilidade) à betametasona ou a qualquer componente da fórmula.
  • Pacientes com micoses sistêmicas (infecções fúngicas disseminadas).
  • Quem recebeu recentemente vacinas com vírus vivo atenuado.
  • Pessoas com imunossupressão significativa sem acompanhamento médico rigoroso.

Alguns grupos que exigem extrema cautela, ou seja, precisam passar por uma avaliação médica obrigatória antes do uso. Esse é o caso de diabéticos, hipertensos, pacientes com insuficiência cardíaca, doenças psiquiátricas e idosos frágeis. 

Mas não só eles, pessoas com glaucoma ou histórico de pressão ocular elevada, pacientes com úlcera gástrica ou gastrite severa, osteoporose, portadores de insuficiência cardíaca e pessoas com histórico de trombose. 

Na gravidez, o seu uso deve ser evitado, salvo extrema necessidade e sob indicação médica, pois há riscos para o feto. Durante a amamentação, o medicamento deve ser usado apenas se o médico considerar essencial, pois corticoides podem passar para o leite materno.

Já em crianças, o Diprospan é indicado apenas em situações muito específicas e sob acompanhamento rigoroso, pois pode afetar crescimento, desenvolvimento e imunidade.

Conclusão

Em resumo, o Diprospan é um corticoide importante, que serve para os mais diversos fins de saúde. 

No entanto, vale lembrar que ele não deve ser usado sem prescrição médica, principalmente por pessoas com condições de risco, pois pode agravar doenças pré-existentes ou causar reações graves.

Para mais informações, leia a bula do Diprospan. Viemos ajudar e oferecer o melhor serviço possível para você administrar sua saúde de maneira eficaz e segura!


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