Disfunção sexual: causas possíveis, sintomas e tratamentos disponíveis
Disfunção sexual é um termo que reúne alterações que dificultam ou impedem uma resposta sexual satisfatória, podendo afetar o desejo, a excitação, o orgasmo ou causar dor durante a relação. O problema pode ter diferentes causas e atingir pessoas de qualquer idade, impactando a qualidade de vida e os relacionamentos.

Falar sobre sexo ainda é um desafio para muitas pessoas, o que faz com que sinais de disfunção sexual sejam ignorados ou tratados com constrangimento.
No entanto, essas alterações podem afetar o bem-estar, os relacionamentos e a qualidade de vida, além de terem diferentes causas e possibilidades de tratamento. Antes de iniciar qualquer medicamento, consulte sempre a bula digital e siga a orientação de um profissional de saúde.
Continue a leitura para entender os principais tipos de disfunção sexual, conhecer suas possíveis causas e saber quando procurar atendimento médico.
O que é disfunção sexual?
A Organização Mundial da Saúde define saúde sexual como um estado de bem-estar físico, emocional, mental e social ligado à sexualidade, não apenas a ausência de doença ou disfunção.¹
Quando essa resposta é interrompida de forma persistente, em qualquer fase do ciclo (desejo, excitação, orgasmo ou resolução), ela é conhecida como disfunção sexual.
Lembrando que este é um termo guarda-chuva para várias condições diferentes, cada uma com causas e tratamentos próprios. Ou seja, não está relacionado a uma doença.
Toda dificuldade sexual é considerada uma disfunção?
Não. Um episódio isolado de dificuldade não pode ser considerado uma disfunção sexual. O critério clínico exige que o problema seja recorrente, cause incômodo real e persista por um tempo, geralmente alguns meses.
Quais são os tipos de disfunção sexual?
Os tipos de disfunção sexual são organizados pela fase do ciclo de resposta afetada.
- Na disfunção sexual masculina, as mais comuns são a disfunção erétil (dificuldade em obter ou manter ereção) e a ejaculação precoce, que atinge de 30% a 40% dos homens em algum momento da vida, segundo a Cleveland Clinic.²
- Na disfunção sexual feminina, aparecem a baixa libido, o transtorno de excitação e a anorgasmia, dificuldade persistente de atingir o orgasmo. Também há a dor durante o sexo, que afeta ambos os sexos, embora seja mais relatada por mulheres.
Saiba também: Dor durante a relação sexual: causas, sintomas e quando investigar
Quais são os sintomas da disfunção sexual?
Os sintomas da disfunção sexual variam conforme o tipo, mas alguns sinais são comuns: queda no desejo sexual, dificuldade em manter a excitação sexual, dor na relação, ausência ou atraso do orgasmo e desconforto emocional relacionado ao sexo.
Como saber se tenho disfunção sexual?
O sinal de alerta não é a dificuldade em si, mas a repetição dela somada ao incômodo. Se o problema acontece na maioria das relações, dura mais de alguns meses e gera frustração, é hora de conversar com um médico.
O que causa disfunção sexual?
Entre as causas mais comuns, temos a diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, alterações hormonais e uso de certos medicamentos, como antidepressivos e anti-hipertensivos.
Fatores emocionais também pesam: ansiedade, depressão, estresse crônico e conflitos no relacionamento.
Como é feito o diagnóstico da disfunção sexual?
O diagnóstico começa por uma conversa detalhada sobre histórico sexual, uso de medicamentos e condições de saúde. Dependendo do caso, o médico solicita exames de sangue, avaliação hormonal, exame físico ou questionários validados para medir a intensidade do problema.
Em homens com suspeita de disfunção erétil, a avaliação cardiovascular costuma entrar no pacote de exames, já que os dois quadros caminham juntos com frequência.
Disfunção sexual tem cura?
Depende. Quando o problema é hormonal, medicamentoso ou ligado a uma doença tratável, a resposta costuma ser boa. Se a origem é psicológica, o acompanhamento terapêutico traz melhora significativa na maioria dos casos.
Como tratar a disfunção sexual?
O tratamento é individual e pode incluir reajuste de medicamentos, terapia hormonal, psicoterapia ou terapia sexual de casal.
Para a disfunção erétil, medicamentos orais são opção comum, sempre sob prescrição. A comunicação aberta entre parceiros também faz parte do processo.
Veja mais: Saúde sexual e reprodutiva: o que é e cuidados
É possível prevenir a disfunção sexual?
A prevenção total nem sempre é possível, principalmente quando há causas hormonais ou genéticas. Mas controlar doenças crônicas, revisar medicamentos com o médico e cuidar da saúde mental reduz o risco, sobretudo nos casos ligados a diabetes e hipertensão.
Hábitos saudáveis reduzem o risco de disfunção sexual?
Sim. Atividade física regular, sono de qualidade, controle do peso e do consumo de álcool, além de não fumar, são hábitos que protegem a saúde vascular, diretamente ligada à função sexual.
Quando procurar um especialista?
Procure um urologista, ginecologista ou sexólogo quando a dificuldade persistir por mais de três meses, causar sofrimento ou afetar o relacionamento.
A disfunção sexual pode indicar outras doenças?
Sim. A disfunção erétil, por exemplo, é considerada um marcador precoce de doença cardiovascular, já que os vasos sanguíneos do pênis costumam ser afetados antes dos vasos maiores.
Um estudo publicado mostrou prevalência de 18,4% de disfunção erétil em homens acima de 20 anos nos Estados Unidos, com associação direta a fatores de risco cardiovascular.³
Dificuldades sexuais são comuns, tratáveis e não precisam ser motivo de vergonha. O primeiro passo é conversar com um profissional de saúde.
Antes de iniciar qualquer tratamento para disfunção sexual, consulte o bulário eletrônico de Sara para entender indicações, doses e efeitos dos medicamentos prescritos.
FAQ sobre disfunção sexual
O que é disfunção sexual?
Disfunção sexual é uma dificuldade persistente ou recorrente relacionada ao desejo, à excitação, à ereção, à lubrificação, ao orgasmo ou à presença de dor durante a atividade sexual. O problema pode afetar pessoas de diferentes idades e comprometer o bem-estar físico, emocional e social.
Quais são os principais tipos de disfunção sexual?
Os principais tipos incluem redução do desejo sexual, dificuldade de excitação, disfunção erétil, ejaculação precoce ou retardada, dificuldade para atingir o orgasmo, falta de lubrificação e dor durante a relação sexual. Uma mesma pessoa pode apresentar mais de uma alteração simultaneamente.
O que causa disfunção sexual?
A disfunção sexual pode ser causada por fatores físicos, hormonais, psicológicos, emocionais ou relacionados ao relacionamento. Diabetes, doenças cardiovasculares, alterações hormonais, ansiedade, depressão, estresse, uso de determinados medicamentos, consumo excessivo de álcool e tabagismo estão entre os fatores que podem contribuir para o problema.
A disfunção sexual pode ser psicológica?
Sim. Ansiedade, depressão, estresse, medo de falhar, baixa autoestima, experiências traumáticas e conflitos no relacionamento podem provocar ou agravar dificuldades sexuais. Mesmo quando existe uma causa física, fatores emocionais podem intensificar os sintomas.
Disfunção sexual é a mesma coisa que falta de libido?
Não. A falta de libido corresponde à redução ou ausência do desejo sexual. Já a disfunção sexual é um termo mais amplo, que também inclui dificuldades de excitação, ereção, lubrificação, orgasmo, ejaculação ou dor durante a relação.
O que é disfunção erétil?
Disfunção erétil é a dificuldade persistente de obter ou manter uma ereção suficientemente firme para uma atividade sexual satisfatória. Episódios ocasionais podem acontecer, mas a repetição do problema deve ser avaliada por um profissional de saúde.
A disfunção sexual pode indicar outro problema de saúde?
Sim. Em alguns casos, alterações na função sexual podem estar relacionadas a diabetes, doenças cardiovasculares, problemas hormonais, distúrbios neurológicos ou efeitos colaterais de medicamentos. A disfunção erétil, por exemplo, pode ser um sinal de outra condição que ainda não foi diagnosticada.
Quais medicamentos podem causar disfunção sexual?
Alguns antidepressivos, anti-hipertensivos, medicamentos hormonais e tratamentos para determinadas doenças crônicas podem interferir no desejo, na excitação ou no orgasmo. O medicamento não deve ser interrompido por conta própria; o médico pode ajustar a dose ou avaliar alternativas.
Como é feito o diagnóstico da disfunção sexual?
O diagnóstico considera o histórico clínico, sexual e emocional da pessoa, além dos medicamentos utilizados e das condições de saúde existentes. Dependendo dos sintomas, o profissional pode solicitar exame físico, exames laboratoriais ou avaliações complementares.
Qual médico trata disfunção sexual?
O profissional mais indicado depende do sintoma apresentado. Urologistas costumam avaliar alterações de ereção e ejaculação, enquanto ginecologistas podem investigar dor, falta de lubrificação e mudanças hormonais. Endocrinologistas, psiquiatras, psicólogos e terapeutas sexuais também podem participar do tratamento.
Disfunção sexual tem tratamento?
Sim. O tratamento depende da causa e pode envolver mudanças no estilo de vida, acompanhamento psicológico, terapia sexual, revisão de medicamentos, tratamento hormonal ou uso de medicamentos específicos. Em muitos casos, a combinação de diferentes abordagens apresenta melhores resultados.
Terapia pode ajudar no tratamento?
Sim. A psicoterapia ou a terapia sexual pode ajudar quando existem ansiedade, insegurança, traumas, dificuldades de comunicação ou conflitos no relacionamento. O acompanhamento também pode complementar o tratamento médico quando há causas físicas associadas.
Mudanças no estilo de vida podem melhorar a função sexual?
Sim. Praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada, controlar o peso, dormir adequadamente, evitar o tabagismo e reduzir o consumo excessivo de álcool podem contribuir para a saúde sexual. Essas medidas também ajudam no controle de fatores de risco relacionados à disfunção erétil.
Existe remédio para disfunção sexual?
Existem medicamentos para algumas formas de disfunção sexual, especialmente para a disfunção erétil, mas eles não são indicados para todas as pessoas. A escolha depende da causa, das condições de saúde e dos medicamentos já utilizados. A automedicação pode provocar efeitos adversos e interações perigosas.
Quando procurar ajuda médica?
É recomendável procurar ajuda quando a dificuldade sexual se torna frequente, causa sofrimento, prejudica o relacionamento ou surge acompanhada de dor, alterações hormonais ou outros sintomas. Também é importante buscar avaliação quando o problema começa de maneira repentina ou persiste por várias semanas.
Referências
1. Organização Mundial da Saúde: https://www.who.int/teams/sexual-and-reproductive-health-and-research/key-areas-of-work/sexual-health/defining-sexual-health
2. Cleveland Clinic: https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/15627-premature-ejaculation
3. Selvin E, Burnett AL, Platz EA. Prevalence and risk factors for erectile dysfunction in the US. Am J Med. 2007 Feb;120(2):151-7. doi: 10.1016/j.amjmed.2006.06.010. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/17275456/
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