Doença renal crônica: sintomas e cuidados
Doença renal crônica é a perda gradual e irreversível da função dos rins ao longo do tempo, podendo afetar a capacidade do organismo de filtrar resíduos e manter o equilíbrio de líquidos e eletrólitos.

Ela avança sem avisar. Na maioria dos casos, a doença renal crônica não provoca sintomas nos estágios iniciais, o que torna o diagnóstico tardio um dos maiores desafios para o controle .
No Brasil, estima-se que cerca de 10 milhões de brasileiros convivem com doenças renais, segundo o Ministério da Saúde. Neste artigo, vamos entender mais sobre a forma crônica, sintomas, tratamentos e muito mais.
O que é a doença renal crônica
A insuficiência renal crônica é definida como a perda lenta, progressiva e, na maioria das vezes, irreversível da função dos rins. Para ser considerada crônica, essa perda precisa ser identificada por, pelo menos, três meses consecutivos, com uma taxa de filtração glomerular abaixo de 60 mL/min/1,73m².
Os rins são responsáveis por muito mais do que produzir urina. Eles filtram o sangue, eliminam resíduos e substâncias tóxicas, regulam eletrólitos como potássio e sódio, controlam a pressão arterial e participam da produção de hormônios. Quando há um rim comprometido, todas essas funções são prejudicadas.
Causas e fatores de risco
A hipertensão e o diabetes são as principais causas de doença renal crônica no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Outros fatores de risco incluem obesidade, histórico familiar da doença, tabagismo e uso crônico de medicamentos sem orientação médica, especialmente os com potencial nefrotóxico.
Controlar a pressão arterial e a glicemia não é apenas uma recomendação cardiovascular, mas também uma das formas mais eficazes de preservar a função renal ao longo do tempo.
Doença renal sintomas: o que observar
No início, a redução da função renal costuma não apresentar sintomas. Os primeiros sinais aparecem apenas nos estágios mais avançados e incluem:
- Inchaço nos tornozelos e retenção de líquidos;
- Urina espumosa ou com sangue;
- Fadiga persistente;
- Diminuição do apetite;
- Dificuldade de concentração;
- Pressão arterial elevada e de difícil controle.
Nos estágios 4 e 5, o quadro pode evoluir para náuseas, vômitos, coceira intensa, sonolência e alterações neurológicas.
Os 5 estágios da doença renal crônica
A classificação segue a taxa de filtração glomerular, que mede a capacidade dos rins de filtrar o sangue. Conforme o Ministério da Saúde:
- Estágio 1:TFG ≥ 90 mL/min: função renal preservada, mas com sinais de dano (como proteinúria).
- Estágio 2: TFG entre 60 e 89 mL/min: leve redução da função.
- Estágio 3: TFG entre 30 e 59 mL/min: redução moderada.
- Estágio 4:TFG entre 15 e 29 mL/min: redução grave.
- Estágio 5: TFG abaixo de 15 mL/min: insuficiência renal em fase terminal, com necessidade de terapia substitutiva.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico combina exames de sangue e de urina. A creatinina alta no sangue é um dos principais indicadores de rim comprometido, pois esse resíduo muscular se acumula quando a filtragem do sangue está reduzida. A taxa de filtração glomerular é estimada a partir da creatinina sérica, considerando idade, sexo e outros dados do paciente.
Exames de urina para detectar albumina e ultrassonografia renal também fazem parte da investigação. A detecção precoce pode ser feita com exames de baixo custo, e o tratamento nos estágios iniciais pode prevenir ou retardar a progressão da doença.
Doença renal tratamento: como controlar a progressão
Não existe cura para a doença renal crônica, mas é possível retardar o avanço da doença, com o tratamento adequado.
Controle rigoroso da pressão arterial e da glicemia, dieta com restrição de sódio, fósforo e potássio, prática regular de atividade física e evitar medicamentos sem prescrição médica são algumas boas práticas.
O principal objetivo do tratamento é retardar a progressão da doença renal. Nos estágios avançados, o acompanhamento passa a ser feito por uma equipe multiprofissional com nefrologista, nutricionista, enfermeiro e psicólogo.
Quando a doença se agrava: diálise e transplante
No estágio 5, quando os rins perdem a capacidade de manter o equilíbrio do organismo, é necessária a terapia renal substitutiva. As opções disponíveis são:
- Hemodiálise: realizada em clínica especializada, geralmente três vezes por semana, com duração de aproximadamente quatro horas por sessão.
- Diálise peritoneal: feita diariamente pelo próprio paciente em casa, com treinamento da equipe de saúde.
- Transplante renal: considerado a melhor opção para qualidade de vida e longevidade a longo prazo.
Quanto à sobrevida, ela varia conforme a idade, as doenças associadas e o acesso ao tratamento. Com acompanhamento adequado, muitos pacientes renais crônicos vivem décadas.
Cuide dos seus rins antes que seja tarde
A doença renal crônica avança em silêncio. Quem tem diabetes, hipertensão ou histórico familiar de problemas renais deve fazer exames de rotina regularmente. Um simples exame de urina e a dosagem de creatinina já são suficientes para rastrear alterações precoces. A prevenção e o diagnóstico precoce fazem toda a diferença.
Em caso de uso de medicamentos, não deixe de consultar o seu médico e acesse as bulas digitais de Sara, elas oferecem informações confiáveis e sempre atualizadas.
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