
Coceira, ardor, corrimento e desconforto íntimo costumam surgir sem aviso e atrapalhar a rotina, o trabalho e até o sono. Muitas pessoas só percebem a gravidade desses sintomas quando eles se repetem ou não melhoram sozinhos, despertando a dúvida sobre qual tratamento funciona.
Embora o fluconazol para candidíase seja uma das indicações mais conhecidas, esse antifúngico também é utilizado no tratamento de outras infecções causadas por fungos. É o caso do fluconazol para micose de unha.
Ao longo deste conteúdo, você vai entender para que ele serve, como usar corretamente, quais são as contraindicações, a posologia adequada, se o fluconazol precisa de receita e os principais cuidados para um uso seguro.
O fluconazol é um medicamento antifúngico utilizado no tratamento de diversas infecções causadas por fungos e leveduras. Ele pertence ao grupo dos antifúngicos azólicos e atua impedindo o crescimento e a multiplicação desses microrganismos no corpo.
Ele é bastante utilizado no tratamento de doenças provocadas por Candida, como candidíase vaginal, oral e sistêmica.
Os fungos precisam de uma substância chamada ergosterol para manter a integridade de sua membrana celular, uma espécie de “parede” que garante a sobrevivência da célula fúngica.
O medicamento atua no bloqueio da produção dessa substância, o que enfraquece a estrutura do fungo, impede seu crescimento e leva à sua eliminação pelo organismo.Por isso, ele é indicado para tratar:
Sua ampla utilização acontece graças à ação eficaz contra fungos, mas também à boa absorção pelo organismo, com ação sistêmica, ou seja, alcançando diferentes tecidos. Isso permite tanto tratamentos pontuais quanto esquemas prolongados.
A dosagem e a duração do tratamento variam conforme o tipo de infecção e a gravidade. O fármaco é encontrado em cápsulas, comprimidos ou suspensão oral.
Para saber como tomar fluconazol 150 mg dose única, ele deve ser administrado por via oral, assim como as cápsulas de 50 mg e 100 mg ou 150 mg. Elas devem ser ingeridas inteiras, podendo ser tomadas com ou sem alimentos.
Os casos de infecção mais comuns e as posologias recomendadas são:
Em pacientes com insuficiência renal pode ser necessário reduzir a dose ou ajustar a frequência, pois ele é eliminado principalmente pelos rins.
É importante não alterar a dose nem o tempo de uso sem orientação médica. O esquema exato depende da infecção, da condição de saúde e de outros medicamentos que estão sendo tomados.
Em geral, o medicamento é bem tolerado, principalmente quando usado por períodos curtos e nas doses recomendadas. Mas assim como outros remédios, ele tem efeitos colaterais, sendo os mais comuns, leves e transitórios:
Em alguns casos, o fluconazol causa alterações nas enzimas hepáticas, detectadas em exames de sangue. Em situações raras, pode acontecer inflamação do fígado (hepatite medicamentosa), principalmente em tratamentos prolongados ou em pessoas com doença hepática prévia.
Portanto, fique alerta a sinais como pele ou olhos amarelados (icterícia), urina escura, cansaço intenso e dor abdominal persistente.
Outro efeito colateral que pode ocorrer é a reação na pele por meio de erupções cutâneas, coceira e vermelhidão.
Reações alérgicas graves são raras, mas possíveis, como inchaço no rosto, lábios ou garganta e dificuldade para respirar. Nesses casos, é necessário procurar atendimento médico imediato.
Além dos sintomas digestivos, algumas pessoas relatam a alteração do paladar, insônia ou sonolência e tremores leves (raros).
Após tomar o medicamento, alguns cuidados ajudam a evitar efeitos indesejados e a garantir a boa absorção pelo organismo.
Por ser metabolizado pelo fígado, assim como o álcool, não pode beber tomando fluconazol. Isso pode sobrecarregar o órgão e aumentar o risco de efeitos colaterais, como náuseas, tontura e alterações hepáticas.
Mesmo que os sintomas melhorem rapidamente, não suspenda o uso antes do tempo indicado, pois isso pode levar à persistência ou retorno da infecção fúngica. Além disso, usar o fármaco com frequência, sem diagnóstico adequado, pode mascarar outras doenças ou favorecer resistência dos fungos.
O tempo para o fluconazol começar a fazer efeito após 1 dia. Mas isso pode variar, conforme o tipo de infecção tratada e a resposta do paciente.
O efeito no organismo dura por vários dias, mesmo após a última dose. Ele tem uma meia-vida média de cerca de 30 horas, o que significa que o corpo leva esse tempo para eliminar metade do fármaco.
Por causa disso, ele pode continuar fazendo efeito por 3 a 7 dias, dependendo da dose, da duração do tratamento e das características da pessoa.
Em tratamentos comuns, como dose única para candidíase, o medicamento continua agindo contra os fungos por vários dias após a ingestão.
Já nos tratamentos mais longos ou com doses repetidas, ele pode se acumular no organismo, mantendo ação antifúngica contínua.
O composto não deve ser utilizado ou exige avaliação médica antes do uso nas seguintes situações:
Como ele pode alterar a ação de outros remédios, aumentando ou reduzindo seus efeitos, podendo causar riscos à saúde, é importante ficar atento a seguinte lista de interações:
Zoltec, Fluconan, Pronazol e Candizol são alguns dos nomes comerciais do fluconazol disponíveis no mercado. Independentemente da marca, trata-se do mesmo princípio ativo, que exige prescrição médica, porque seu uso precisa ser avaliado de acordo com o tipo de infecção, a dose adequada e as condições de saúde de cada pessoa.
Embora seja um antifúngico bem tolerado, o fármaco pode causar efeitos colaterais e interagir com outros medicamentos, o que reforça a importância do acompanhamento profissional.
A automedicação, especialmente em casos recorrentes, pode mascarar doenças, atrasar o diagnóstico correto e trazer riscos desnecessários.
Para usar o medicamento com segurança, consulte a nossa página de bula digitais. Nela, você encontrará a bula do fluconazol, onde terão informações completas sobre indicações, posologia, interações e orientações importantes para o tratamento.