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Riscos do Ozempic: tudo que você precisa saber antes de usar

A semaglutida tem se tornado uma alternativa eficaz no tratamento da diabetes tipo 2 e obesidade. Apesar dos benefícios, existem alguns riscos do Ozempic em contextos específicos, envolvendo principalmente o trato intestinal.

Por Redação Sara
25/08/2025 Atualizado há 5 meses
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Riscos do Ozempic: tudo que você precisa saber antes de usar

O Ozempic é um medicamento injetável à base de semaglutida, com ação agonista do hormônio GLP-1. Possui alto potencial no tratamento da obesidade e diabetes tipo 2, assim como outras opções com mecanismos de ação similares, como Wegovy e Mounjaro.

Aprovado pela FDA (Food And Drug Administration) em 2017 e pela ANVISA EM 2018, é vendido no mercado nacional com receita controlada e em diferentes doses de aplicação semanal. 

Apesar dos seus inúmeros benefícios, os riscos do Ozempic podem afetar algumas pessoas, sobretudo àquelas com condições prévias como anorexia ou problemas gastrointestinais crônicos. 

Neste artigo, abordamos mais sobre o assunto, desde o mecanismo de funcionamento do medicamento até os possíveis efeitos colaterais e danos no uso, com base em informações confiáveis do bulário digital Sara. 

O que é Ozempic e quando é indicado?

O Ozempic, nome fantasia do medicamento do laboratório Novo Nordisk, é uma droga para tratamento da diabetes e obesidade, tendo como base a semaglutida. Faz parte da classe de análogos do GLP-1 (peptídeo-1 semelhante ao glucagon).

A semaglutida age no corpo imitando a ação de um hormônio natural que atua em diversas frentes importantes, como:

  • estímulo da insulina liberada pelo pâncreas, o que está diretamente ligado ao nível de açúcar no sangue;
  • redução do glucagon, hormônio que eleva a glicemia;
  • retardo do esvaziamento gástrico, permitindo maior saciedade, uma vez que os alimentos demoram mais para sair do estômago;
  • redução do apetite, ao atuar no centro de recompensa do cérebro, aumentando a sensação de satisfação que contribui para um estilo de vida mais equilibrado.

Principais riscos e efeitos adversos graves do Ozempic

Como todo medicamento, o Ozempic oferece alguns riscos e efeitos colaterais que podem se tornar graves, caso não sejam devidamente acompanhados. 

A boa notícia é que, na maioria das vezes, os sintomas são leves e tendem a passar em um período de 2 semanas após o início do tratamento, que é quando o corpo se adapta à semaglutida. No entanto, é importante ficar atento aos riscos do Ozempic, como:

  • Problemas gastrointestinais: mais comum dos riscos colaterais, atinge as funções do intestino, podendo levar a náuseas, vômito, diarreia, constipação e dor abdominal. Ainda, podem ser observadas azia, indigestão e refluxo;
  • Riscos graves e mais raros: além dos efeitos adversos mencionados, há a possibilidade do uso levar a quadros mais sérios, levando o paciente a desenvolver problemas no pâncreas, vesícula e problemas oculares. 

A seguir, detalhamos mais ambos os cenários:

Riscos gastrointestinais: pancreatite, obstrução intestinal

Apesar de mais comuns, alguns quadros moderados ou graves podem exigir atenção e cuidado intensivo. Isso porque, devido a sua ação, podem ocorrer colaterais como náuseas, vômitos, diarreia e prisão de ventre. Caso estes persistam por muito tempo, é preciso buscar ajuda médica. 

Da mesma forma, estudos científicos recentes, como o publicado pela revista Studies in Health and Science destacam a possibilidade de pancreatite e obstrução intestinal em casos raros. Na maioria das evidências, essas condições foram observadas em animais.

Problemas renais associados ao uso de Ozempic

Se você possui histórico de insuficiência renal, é preciso ficar atento: há risco de desidratação, o uso do medicamento deve ter dupla cautela. Embora não cause diretamente problemas renais na maioria dos casos, os efeitos colaterais gastrointestinais (como náuseas, vômitos e diarreia) podem levar à desidratação. 

A desidratação, assim, sobrecarrega os rins e, em pessoas com função renal já comprometida, leva ao desenvolvimento de uma lesão renal aguda. O mesmo vale para o surgimento de pedras, tanto nos rins, quanto na vesícula. O baixo consumo de líquidos contribui para essa condição. Busque auxílio junto a um urologista.

“Rosto de Ozempic”: qual a causa e porque acontece?

Nos últimos tempos, o Ozempic deixou de ser apenas um medicamento indicado para o tratamento de diabetes tipo 2 e passou a ser usado de forma indevida para emagrecimento, mesmo quando não há um quadro de obesidade. 

Nesses casos, pode ocorrer um efeito colateral chamado “rosto de Ozempic”: a perda de massa muscular facial que deixa a pele mais flácida, traços marcados e uma aparência de envelhecimento. Longe de ser apenas uma questão estética, esse fenômeno está ligado à perda de massa magra em todo o corpo.

Quais os riscos do uso indevido do Ozempic?

O uso indevido de Ozempic pode trazer complicações sérias, que vão muito além da perda de massa magra. Entre os principais estão:

  • Desnutrição: a redução do apetite compromete a ingestão de nutrientes essenciais.
  • Alterações hormonais: o metabolismo passa a funcionar de maneira desregulada.
  • Perda severa de massa muscular: não é apenas a gordura que se perde; os músculos também sofrem, comprometendo força, resistência e até funções vitais do organismo.
  • Transtornos alimentares e de imagem: por proporcionar emagrecimento rápido, pode gerar problemas de autoimagem ou mesmo transtornos alimentares, uma vez que muitos indivíduos tendem a não assimilar o quanto mudaram e emagreceram no curto período.

Por trás desse cenário, está a pressão estética, que leva muitas pessoas a se submeterem a tratamentos perigosos em busca de um padrão corporal inalcançável. É fundamental lembrar: todo tratamento medicamentoso visa promoção do bem-estar e qualidade de vida, não tendo fins estéticos exclusivos.

Contraindicações do Ozempic: quando não tomar

Nem todo mundo pode usar medicamentos à base de semaglutida. Existem contraindicações do Ozempic que tornam o medicamento perigoso ou até letal em alguns casos:

  • Pessoas com alergia à semaglutida ou a qualquer substância da fórmula.
  • Quem já teve pancreatite grave.
  • Pacientes com histórico pessoal ou familiar de câncer medular de tireoide.

Lembre-se: somente um profissional de saúde pode avaliar se há segurança no uso. Por isso o uso da receita controlada e as normas rigorosas para compra. A partir do acompanhamento e análise do contexto pessoal, o profissional definirá a melhor estratégia farmacológica.

Quais os grupos de risco que devem evitar este medicamento?

Além das contra indicações absolutas, existem grupos que precisam de vigilância extrema não apenas com o Ozempic, mas todos os medicamentos de mecanismo similar. São eles:

  • Pacientes renais graves: o rim pode não suportar os efeitos da medicação, além da desidratação, que pode levar à formação de cálculos;
  • Histórico de pancreatite ou alergias severas, conforme mencionado, devido ao alto risco dessas condições logo após o início da primeira dose;
  • Doenças gastrointestinais severas, que podem ser agravadas e levar a obstrução intestinal;
  • Gestantes e lactantes, pois não há segurança comprovada para o bebê, principalmente no que diz respeito à alimentação. Nesse caso, o médico deverá avaliar o contexto e entender se existem outras opções.

Todos esses grupos devem evitar o medicamento ou usá-lo somente sob acompanhamento rígido e monitoramento constante.

Entenda quando procurar ajuda médica imediatamente

Mesmo em pacientes que usam com prescrição, efeitos adversos podem aparecer. É fundamental conhecer os sinais que exigem atenção imediata, por meio da intervenção de emergência em um pronto-socorro mais próximo:

  • Dor abdominal intensa ou persistente, que pode indicar pancreatite.
  • Alterações na urina ou inchaço repentino, sinalizando problemas renais.
  • Náuseas, vômitos prolongados ou febre.
  • Perda de peso ou massa muscular rápida demais, sinal de desequilíbrio metabólico.

Esses sintomas não devem ser ignorados. Se surgirem, a recomendação é suspender o uso e procurar atendimento médico o quanto antes.

Além disso, devido a sua abrangência e grande uso em diferentes contextos, há muita informação falsa ou incorreta sobre o medicamento, tratamentos caseiros ou mesmo riscos que não existem e não foram comprovados pela ciência.

Busque informar-se estritamente por meio da bula ou conteúdos baseados em informações oficiais.

Por que o acompanhamento médico faz toda a diferença

Ozempic pode ser um aliado poderoso quando usado corretamente, mas a chave é o acompanhamento médico especializado. Só o profissional pode prescrever a dose adequada. Além de solicitar exames laboratoriais frequentes e ajustar o tratamento conforme a resposta do organismo.

Por fim, é importante ressaltar que a obesidade e o diabetes tipo 2 são condições multifatoriais que envolvem aspectos sociais, emocionais e psicológicos. Enquanto um facilitador, o medicamento age sob os sintomas, mas o comportamento deve ser mudado por meio de novos hábitos.

Conclusão

Os riscos do Ozempic não devem ser ignorados: o uso sem indicação médica pode trazer efeitos graves como desnutrição, perda muscular, problemas hormonais e até doenças potencialmente fatais.

Respeitar as contraindicações, reconhecer os sinais de alerta e, principalmente, não usar o medicamento sem orientação são passos essenciais para preservar a saúde.

Saiba mais sobre este e outros medicamentos nos bulários digitais da Sara. Além disso, acompanhe os conteúdos do blog para se manter informado sobre saúde, tratamentos e bem-estar.

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