
A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 359 milhões de pessoas¹ vivem com transtornos de ansiedade, um dos maiores desafios de saúde pública da atualidade. Por trás desse número, há medo constante, tensão persistente e prejuízos reais na vida pessoal e profissional.
Diante disso, é fundamental superar o tabu em torno dos antidepressivos, que integram estratégias terapêuticas baseadas em evidência. Neste artigo, você confere o que é a sertralina, para que serve, como atua e suas contraindicações.
A sertralina é um medicamento psicotrópico que pertence à classe dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), utilizado no tratamento de transtornos psiquiátricos, entre os quais estão a depressão e o transtorno de ansiedade.
O antidepressivo sertralina é usado no tratamento contínuo de uma série de condições psicológicas.
Isso porque ele traz benefícios como a melhoria dos sintomas como perda de interesse em atividades diárias, necessidade de dormir excessivamente, mudanças no apetite, dificuldades de concentração e sentimentos acentuados de inquietude
Além de ajudar na redução do medo, a ansiedade e o número de ataques de pânico, acalmando pessoas que a utilizam.
Lembrando que o medicamento não é hipnótico, ou seja, não serve para dormir.
O principal efeito do medicamento é bloquear o transportador de serotonina (SERT) nas membranas dos neurônios pré-sinápticos, reduzindo a reabsorção de serotonina (5-HT) de volta para o neurônio.
Isso aumenta a disponibilidade de serotonina na fenda sináptica, prolongando sua ação e facilitando a neurotransmissão serotoninérgica, o que está associado à melhora do humor, ansiedade e outros sintomas psiquiátricos².
A medicação é indicada no tratamento de:
Geralmente, o remédio deve ser tomado uma vez por dia, com ou sem alimentos. A dose usual inicial para adultos é de 50mg por dia, podendo ser aumentada se necessário. É muito importante tomar a sertralina conforme orientação médica, mesmo se você se sentir melhor.
O melhor horário para tomá-la depende de quando os efeitos colaterais são menos incômodos para o paciente. Se a sonolência for um problema, é melhor que a ingestão seja feita à noite.
No entanto, algumas pessoas podem achar que a medicação as mantém acordadas, então, para elas seria melhor a ingestão pela manhã.
Antes de iniciar o tratamento, é importante que o paciente passe por avaliação médica completa, com investigação detalhada do histórico psiquiátrico e clínico.
Por exemplo, é preciso descartar transtorno bipolar, pois o uso isolado de antidepressivos pode precipitar episódios de mania ou hipomania.
Também é importante avaliar histórico de ideação ou comportamento suicida, especialmente em crianças, adolescentes e adultos jovens, já que pode haver aumento transitório do risco nas primeiras semanas de tratamento ou após ajustes de dose.
Pacientes com doença hepática merecem atenção especial, pois a sertralina é metabolizada no fígado e pode ser necessário ajuste de dose. Em idosos, é preciso considerar maior risco de hiponatremia, especialmente em uso concomitante de diuréticos.
Pessoas com histórico de epilepsia ou convulsões também exigem monitoramento cuidadoso.
Durante o tratamento, o acompanhamento regular ajuda a avaliar eficácia, tolerabilidade e possíveis reações adversas. Além disso, a interrupção do medicamento não deve ser feita de forma abrupta.
A retirada deve ser gradual, sob orientação médica, para reduzir o risco de sintomas de descontinuação, como tontura, irritabilidade, parestesias, insônia e mal-estar.
Por fim, o uso concomitante de outros medicamentos, inclusive fitoterápicos, deve sempre ser informado ao médico. O consumo de álcool não é recomendado durante o tratamento devido ao possível aumento de efeitos sobre o sistema nervoso central.
A maioria das reações adversas é leve a moderada, sendo mais comuns nas primeiras semanas de tratamento e diminuindo com o tempo. No entanto, qualquer sintoma persistente ou intenso deve ser comunicado ao médico. Entre os efeitos estão:
O antidepressivo é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida à sertralina ou a qualquer componente da fórmula.
Também é não deve ser usado concomitante com inibidores da monoaminoxidase (IMAO), incluindo irreversíveis (como fenelzina e tranilcipromina), reversíveis e fármacos com atividade inibidora da MAO, como linezolida e azul de metileno intravenoso, devido ao risco de síndrome serotoninérgica grave.
Ela também é contraindicada para uso concomitante com pimozida, em razão do risco de aumento das concentrações plasmáticas desse antipsicótico e da possibilidade de prolongamento do intervalo QT, com potencial para arritmias ventriculares graves.
Antes de iniciar o uso, é importante seguir rigorosamente a orientação médica e ler a bula sertralina. O acompanhamento profissional é indispensável para avaliar indicações, ajustar doses e monitorar efeitos adversos.
Em caso de dúvidas sobre este ou outros medicamentos, busque informações em fontes confiáveis como no portal de notícias e nas bulas digitais de Sara.
Nenhum tratamento deve ser iniciado, interrompido ou ajustado sem orientação médica. Tão importante quanto entender para que serve a sertralina é reconhecer que apenas o profissional de saúde pode definir a dose adequada, avaliar riscos, considerar interações medicamentosas e individualizar a conduta conforme as necessidades de cada paciente.
1. Anxiety disorders. Disponível em: https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/anxiety-disorders
2. Chu A, Wadhwa R. Selective Serotonin Reuptake Inhibitors. [Updated 2023 May 1]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2025 Jan-. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK554406/